Nós Não O Vemos, mas Ele Está ao Lado

[Bezalel] fez também [...] o incenso aromático, puro, de obra de perfumista. (Êxodo 37: 29)

Vamos tirar mais algumas lições do altar de ouro preparado para queimar perfumes. O Senhor, que tudo determina com a maior sabedoria, ordenou a Moisés que colocasse esse altar defronte do véu que separava os dois ambientes, perante a arca do testemunho.

Repare a posição em que ficava o sacerdote incumbido do sagrado ofício. Atrás dele, no pátio, ficava o altar do sacrifício expiatório; do outro lado do véu, à sua frente, no lugar santíssimo, ficava o propiciatório, onde a presença de Deus Se manifestava; e, no meio de ambos, junto ao véu, o altar da intercessão. E, justamente ali, ao lado do altar do incenso, voltado para a presença de Deus, postava-se o sacrificador para interceder pelo pecador arrependido.

O sangue da vítima inocente já havia sido derramado e o pecador já havia confessado seus pecados; o sangue já havia sido transferido para as pontas do altar e, naquele instante, o sacerdote intercedia por ele, pedindo que Deus o perdoasse. Enquanto o incenso sagrado era queimado, ondas de perfume, em meio à fumaça, se espalhavam pela tenda transformando todo aquele ambiente sagrado num verdadeiro “jardim de oração”.

Atente, agora, para esta descrição: “Quando o sacerdote oferecia incenso perante o Senhor, olhava em direção à arca; e, subindo a nuvem de incenso, a glória divina descia sobre o propiciatório e enchia o lugar santíssimo, e muitas vezes, ambos os compartimentos. [...] Como naquele cerimonial típico o sacerdote olhava pela fé ao propiciatório que não podia ver, assim o povo de Deus deve hoje dirigir suas orações a Cristo, seu grande Sumo Sacerdote que, invisível aos olhares humanos, pleiteia em seu favor no santuário celestial. O incenso que subia com as orações de Israel representa os méritos e intercessão de Cristo” (Patriarcas e Profetas, p. 353).

Nosso Pai do Céu Se regozija no amor de Seu Filho; Suas mãos estão estendidas para distribuir as Suas bênçãos e “assinar” a absolvição do pecador; o Espírito Santo é concedido; os anjos se apressam em nos ajudar e o maravilhoso rebanho de Deus é recolhido no aprisco da graça, a ante-sala do aprisco da glória.

Queira Deus que esse suave incenso seja a nossa constante alegria, a esperança e a certeza de perdão, pelos méritos e graça de Cristo!

REFLEXÃO: “Com efeito, [...] sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hb 9:22).