O Altar de Ouro Para o Incenso

[Bezalel] fez de madeira de acácia o altar do incenso [...] De ouro puro o cobriu. (Êxodo 37: 25, 26)

A imagem de nosso Redentor como Mediador está personificada em todo o serviço sagrado do santuário, mas no altar do incenso ela se apresenta de modo muito impressivo. Dele, dia e noite, emanavam os mais delicados e valiosos aromas.

A posição em que fora colocado era privilegiada, pois Deus determinou que ele fosse posto precisamente diante da cortina que separava o lugar santo do santíssimo, exatamente ao lado de Sua imediata presença. Isso mostra que Deus deseja estar próximo do pecador arrependido, ouvir sua confissão e perdoá-lo.

Nenhuma imaginação humana concorreu para a sua feitura. Deus, que nos concedeu Jesus Cristo, o “Sacrificador” supremo, foi quem ordenou cada um dos seus detalhes simbólicos. “Sobre este altar o sacerdote devia queimar incenso todas as manhãs e tardes; suas pontas eram tocadas com sangue da oferta pelo pecado, e era aspergido com sangue no grande dia de expiação. O fogo neste altar fora aceso pelo próprio Deus, e conservado de maneira sagrada” (Patriarcas e Profetas, p. 348).

Tudo ali apontava para a obra redentiva de Cristo, especialmente o sangue do cordeiro inocente colocado nas extremidades do altar. Alguém deveria morrer em nosso lugar, e este Alguém foi Cristo, que é igual a Deus, na grandeza de Deus, e igual ao homem. Na escala da humilhação, revestiu-Se voluntariamente com os andrajos do pecador. Assim é o Salvador que Deus nos concedeu; assim é o Salvador que o pecador necessita.

O precioso incenso ali usado foi escolhido pelo Santo Espírito para simbolizar os méritos e intercessão de Cristo que sobem ao Pai com as nossas orações.

Que esse delicioso incenso seja a nossa constante alegria! Que nossas orações sejam uma demonstração de certeza e confiança nas promessas de Deus! Muitas vezes, o inimigo segreda aos nossos ouvidos que nossas preces são fracas e indignas, e que são um insulto aos ouvidos de Deus. Não demos atenção a ele. Nossa esperança não repousa nas nossas preces, e sim na mais santa das obras: a intercessão de Cristo.

Agradeçamos, pois, a Deus pelos lindos ensinamentos que o altar do incenso nos legou. Ele nos indica que, pelos méritos de Cristo e pelo Seu sangue remidor, um dia, que não está longe, poderemos passar além do véu e estar para sempre com o Senhor.

REFLEXÃO: “Suba à Tua presença a minha oração, como incenso” (Sl 141: 2).