O Tabernáculo

Eles Me farão um santuário: e Eu habitarei no meio deles. (Êxodo 25: 8)

O culto do Deus vivo era bem conhecido dos filhos de Israel. Mas, até chegarem ao Sinai, não havia um santuário destinado ao serviço especial de adoração. Foi então que Deus disse a Moisés: “Eles Me farão um santuário e Eu habitarei no meio deles.”

Foram significativos aqueles momentos em que o tabernáculo foi montado no deserto! Tudo foi confeccionado com zelo e capricho. A celebração da sua inauguração se tornou um dia inesquecível para os peregrinos do deserto. Com muita expectativa, todos queriam admirar a beleza daquela estrutura sagrada. Moisés examinou a obra, conferindo cada detalhe “com o modelo a ele mostrado no monte e com as instruções que de Deus recebera” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 349).

“Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário – as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal [...] a mesa e o altar do incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu a arca sagrada, com seus querubins, e acima dela o santo shekinah, manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra da redenção do homem” (ibid., p. 349).

A tenda do deserto passou a ser um sinal da presença de Deus no meio do Seu povo. Ele queria comunicar-Se com Seus filhos, ouvir suas orações e confissões, e trazer-lhes a sensação agradável do perdão ao serem reconciliados por meio do sangue. Assim, em Cristo, os Céus descem ao planeta Terra, e a Terra sobe aos Céus. Tudo o que ali estava e se fazia apontava para a redenção da humanidade. Era uma figura do grande plano da Redenção, efetuado na Pessoa do Filho de Deus.

Um detalhe significativo: o tabernáculo não tinha porta. O pátio ficava aberto dia e noite. Nem fechaduras nem ferrolhos impediam a entrada daquele que quisesse confessar os pecados ou expressar sua gratidão e louvor. Isso nos indica que podemos nos achegar “ousadamente até o próprio trono de Deus [...] para recebermos a Sua misericórdia e acharmos a Sua graça para nos ajudar em nossos tempos de necessidade” (Hb 4: 16).

REFLEXÃO: “Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hb 9: 24).