Tesouro Escondido

“O reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo.” (Mateus 13:44)

Há alguns anos, o geólogo Dr. Williamson fez uma expedição à Tanzânia. Certo dia, ele se encontrou em uma área deserta e enveredou por uma estrada arenosa. De repente, sua caminhonete, de tração nas quatro rodas, parou numa área pantanosa, com lama até a altura dos eixos. Sem muito entusiasmo, o geólogo começou a remover a lama ao redor dos pneus. Enquanto cavava, a pá tocou numa pedra. Sendo geólogo, ficou curioso para ver que tipo de pedra era. Tomou a pequena pedra e começou a limpá-la da lama. Quanto mais limpava, mais empolgado ficava, não acreditando no que estava vendo. Quando a pedra finalmente ficou limpa, o Dr. Williamson não pôde conter a alegria. Tinha nas mãos um diamante! Qualquer diamante seria uma surpresa nessa situação, mas o Dr. Williamson encontrou o que se tornou conhecido como o Diamante Rosado da Tanzânia. Hoje esse diamante está engastado no cetro da rainha da Inglaterra.

Como no tempo de Jesus não havia bancos nem caixas-fortes, as pessoas enterravam seus pertences valiosos, porque temiam que, numa guerra, os inimigos se apoderassem deles. Mas o ponto dessa parábola do tesouro escondido é este: o homem encontrou alguma coisa tão valiosa que decidiu vender e se desfazer de tudo o que tinha para comprar o terreno onde encontrara o tesouro. Ficou tão empolgado que se dispôs a fazer qualquer coisa, como quando alguém quer comprar algo especial: uma bicicleta, uma moto, um computador, e está disposto a chegar ao ponto de se sacrificar. Também pode ser um carro, uma casa ou um objeto especial, pelo qual o comprador está disposto a cortar muitos extras para conseguir o que quer.

Jesus compara o evangelho ao tesouro escondido porque há imensa riqueza que ainda não descobrimos. “Temos estado a trabalhar, por assim dizer, próximos da superfície enquanto ricos veios de ouro estão mais embaixo, para recompensar aquele que cavar em sua procura” (Parábolas de Jesus, p. 113).

O tesouro não tem nenhum valor se você não o abre, nem o utiliza. Podemos perguntar: “Que proveito tem para mim? Que diferença vai fazer?” Ou uma pergunta melhor: “Que diferença deveria trazer o tesouro do evangelho à minha vida?”

“O Espírito Santo aprecia dirigir-Se à juventude, para desvendar-lhe os tesouros e belezas da Palavra de Deus” (ibid., p. 32).