Quanto é que você tem?

"E Ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes." (Marcos 6:38)

Um garoto de 13 anos leu sobre o trabalho do Dr. Albert Schweitzer na África, e sentiu o desejo de ajudar. Ele só tinha dinheiro suficiente para comprar um vidro de aspirina. Escreveu para a Força Aérea e perguntou se eles poderiam voar sobre o hospital do Dr. Schweitzer e lançar o vidro para ele. Uma estação de rádio transmitiu o interesse desse garoto em ajudar. Muitos ouvintes ficaram sensibilizados e também responderam.

Mais tarde o governo o levou de avião até o hospital do Dr. Schweitzer, junto com quatro toneladas e meia de remédios no valor de 400.000 dólares, doados por milhares de pessoas. Quando o Dr. Schweitzer ouviu a história, exclamou: “Nunca imaginei que uma criança pudesse fazer tanto!”

Quando Jesus disse aos discípulos que precisavam alimentar a multidão, pois já era tarde e o lugar era deserto, mandou-os verificar quantos pães havia. Um garoto tinha cinco pães e dois peixes, e isso era tudo, ou seja, quase nada. Do ponto de vista humano, não era suficiente nem para alimentar uma família, quanto mais cinco mil homens, mulheres e crianças. Mas nas mãos do Mestre o pouco se torna muito.

O alimento multiplicava-se-Lhe nas mãos. Porém, não foi nas mãos dos discípulos nem nas mãos do povo, mas nas mãos de Jesus que se operou o milagre. Cristo não criou o alimento do nada, mas multiplicou o que havia. Cinco pães e dois peixes era pouca coisa, mas Ele não os desprezou, pois providenciaram a base para o seu milagre.

Muitas vezes consideramos nossa capacidade, nossos talentos, nossos meios, totalmente inadequados para realizar a obra que Deus nos deu. Mas se depositarmos nossos dons no altar, por pequenos que sejam, para que Ele os use, Ele os multiplicará e fará grandes coisas com eles.

“Grande erro é confiar em sabedoria humana, ou em números, na obra de Deus. O trabalho bem-sucedido para Cristo, não depende tanto de números ou de talentos, como da pureza de desígnio, da genuína simplicidade, da fervorosa e confiante fé” (O Desejado de Todas as Nações, p. 370).

A ordem de Jesus é: “Trazei-mos” (Mt 14:18). Precisamos trazer-Lhe nossas ofertas com fé, e Ele as aceitará. Cada um de nós recebeu pelo menos um talento. Todos temos alguns pães e peixes para oferecer ao Mestre.

Não enterremos nosso talento, por pequeno que seja.