Deus inventou o sexo

"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." (Gênesis 2:24)

A esposa de um alto funcionário do governo tenta seduzir o mordomo de sua casa. Como não consegue, acusa-o de tentativa de estupro e ele acaba preso.

O filho de um rei planeja seduzir uma bela jovem, mas ela o rejeita. Após forçá-la, ele a expulsa de casa. Essa atitude resulta em tragédia para ambos.

Os habitantes de uma grande cidade se tornam liberais e permissivos em matéria de sexo, e o homossexualismo é praticado abertamente.

Essas poderiam ser manchetes dos jornais modernos. Mas foram baseadas em relatos da Bíblia – um livro que não esconde os pecados sexuais de seu tempo e indica a atitude correta que se deve ter com relação ao sexo.

Essas orientações são extremamente proveitosas nos tempos confusos e permissivos em que vivemos. Nos últimos dois séculos o comportamento sexual da sociedade ocidental oscilou de um extremo a outro. A mentalidade vitoriana (1837-1901) acreditava no amor sem sexo. Hoje se acredita em sexo sem amor. A visão puritana do sexo como um “mal necessário” à procriação foi seguida da visão popular do sexo como recreação. Ambos os extremos são errados, segundo o propósito divino. E qual é esse propósito?

Os casais não precisam se sentir culpados ao praticarem o sexo dentro do matrimônio, como acontecia na era vitoriana, pois quando Deus disse ao primeiro casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos” (Gn 1:28), indicou que a maneira de promover essa multiplicação seria através da união sexual e não por meio de provetas de laboratório. Isso não significa, porém, que o sexo entre os seres humanos tenha apenas função reprodutiva, pois isso seria nivelar o ser humano aos animais.

A expressão bíblica “tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24) significa que o ato sexual entre marido e mulher, além de ser um meio reprodutivo, tem também uma função psicológica, isto é, deve preencher as necessidades emocionais e afetivas do casal.

Na Bíblia o sexo é apresentado como uma bênção divina que pode ser desfrutada de modo prazeroso e legítimo unicamente dentro dos sagrados laços do matrimônio. Leia Eclesiastes 9:7-9; Cantares 7:10-12; 1 Coríntios 7:2-5; Hebreus 13:4.