Sabe das últimas?

"Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades". (Atos 17:21)

A verdade é que todos devemos trabalhar. Ninguém pode se dar ao luxo de viver ociosamente. Mas quando uma nação atinge um elevado nível de civilização e riqueza, multidões vivem na ociosidade e podem descambar para a depravação sexual, como aconteceu em Sodoma, ou se dedicar à arte, ciência, música, política, entretenimento, religião ou filosofia, como em Atenas.

Muitos estrangeiros, vindos de todas as partes do império romano, residiam em Atenas, atraídos principalmente por sua cultura. Havia estudantes universitários, artistas, filósofos e curiosos de todos os tipos, que tinham tempo de sobra para “dizer ou ouvir as últimas novidades”. Demóstenes já havia escrito, trezentos anos antes de Paulo chegar em Atenas: “Ao invés de resguardardes as vossas liberdades, viveis a vaguear e a buscar novidades.”

Paulo, ao pregar na praça, despertou a curiosidade dos filósofos, os quais o levaram ao Areópago para que ele explicasse melhor que nova doutrina era essa. E Paulo disse que a grande novidade é que um homem chamado Jesus Cristo havia morrido em Jerusalém e ressuscitado para salvar todo aquele que nEle cresse. Essa nova de que alguém havia ressuscitado dos mortos, porém, não foi bem recebida pelos seus ouvintes, os quais o ridicularizaram, dizendo: “A respeito disso te ouviremos noutra ocasião” (At 17:32). Felizmente a sua pregação não foi de todo perdida, pois alguns homens “se agregaram a ele e creram” (v. 34).

À semelhança dos atenienses, há membros da igreja que estão sempre à cata de novidades, e muitas vezes se deixam levar por qualquer vento de doutrina que aparece. Mas “os que estão bebendo da fonte da vida não hão de, à semelhança dos mundanos, manifestar um ansioso desejo de novidades e prazeres” (Mensagens aos Jovens, p. 181).

Em vez de nos preocuparmos com novidades, vamos reafirmar nosso compromisso com as velhas normas: praticar a justiça, exercer misericórdia, preferir-nos em honra uns aos outros, tratar a todos com cortesia e respeito e fazer de Cristo o único Senhor de nossa vida.

A nossa grande necessidade, hoje, não é de nova luz; é a de pôr em prática a luz que já recebemos. Não é de novas verdades que a Igreja carece; é a de viver segundo os imutáveis princípios da Palavra de Deus.

Naquilo que realmente conta, o que é antigo é melhor.