Tudo pela verdade

"Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade." (João 17:17)

No início dos anos 1400, um jovem professor da Universidade de Praga descobriu os escritos do reformador inglês John Wycliffe. Examinando as Escrituras, John Huss convenceu-se de que a igreja na Boêmia precisava de uma reforma. Anos depois de ser ordenado sacerdote, ele foi designado reitor da Capela Belém de Praga, cujos fundadores defendiam a pregação das Escrituras na linguagem do povo. Embora Huss fosse de origem humilde e tivesse ficado órfão de pai ainda criança, tinha um insaciável desejo de adquirir conhecimento. Possuía uma mente brilhante e uma notável habilidade de comunicar-se. Foi aceito na Universidade por um ato de caridade, mas logo distinguiu-se como erudito.

Após terminar a faculdade, John Huss ingressou no sacerdócio, atuando bem próximo à corte do rei. Foi também professor da Universidade onde se graduara e se tornou um pregador poderoso, conhecido em toda a Europa. Porém, quando começou a pregar sobre as diferenças entre muitas crenças da Igreja e a Bíblia, suscitou violenta oposição da Igreja romana.

Fundamentado na autoridade bíblica, ele apelou por uma reforma na vida e nas crenças dos membros das igrejas. Huss defendia com galhardia a posição de que "os preceitos das Escrituras, comunicados por meio do entendimento, devem reger a consciência; em outras palavras, de que Deus, falando na Bíblia, e não a igreja falando pelo sacerdócio, é o único guia infalível".

Em 1415, Huss foi amarrado a um poste em Praga, e queimado, sendo martirizado por causa de sua fé. Até o último instante, ele teve confiança absoluta de que a verdade em que cria, sobre a qual pregava, e pela qual se dispôs a morrer, um dia triunfaria. Nestes dias de decadência moral, Deus também nos chama para obedecermos de coração a Sua verdade. Não compensa transigir. O preço é muito alto.