Nabucodonosor, Servo de Deus

Agora, Eu entregarei todas estas terras ao poder de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Meu servo. (Jeremias 7: 6)

Deus amava a Nabucodonosor. Ele o chamou de “Meu servo”. Nabucodonosor ficou sabendo da existência do Deus do Céu quando Daniel interpretou seu sonho, relatado em Daniel 2. Nessa ocasião, Daniel era ainda um jovem recém-formado na Universidade de Babilônia, mas não hesitou em declarar ao rei e a todos os presentes que “há um Deus no Céu”. No fim daquela audiência, Nabucodonosor declarou: “Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis” (Dn 2: 47).

Estima-se que nove anos depois dos acontecimentos narrados em Daniel 2, no episódio da fornalha ardente, quando os três hebreus saíram a salvo do meio do fogo, Nabucodonosor reconheceu mais uma vez a soberania do Deus Altíssimo, quando declarou: “Não há outro deus que possa livrar como este.”

Passaram-se mais 26 anos, e o rei foi atingido por uma forma de loucura, e passou a pensar que fosse um animal, talvez um boi.

Sete anos depois, Deus lhe devolveu a razão. O capítulo 4 de Daniel foi escrito por Nabucodonosor. É a sua confissão. Ele o termina com estas palavras: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do Céu, porque todas as Suas obras são verdadeiras, e os Seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4:37). “Essa proclamação pública, em que Nabucodonosor reconhecia a misericórdia, a bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra” (Profetas e Reis, p. 521). Finalmente, depois de longa e dolorosa experiência, Nabucudonosor “converteu-se completamente”. Desejo conhecê-lo lá no Céu e conversar com ele. Será fantástico!

A história de Nabucodonosor fala do poder do bom exemplo de um jovem. Durou aproximadamente 35 anos, desde o primeiro contato com o Deus do Céu, apresentado por Daniel, até a sua conversão. Deus o alcançou. Naquele início, Daniel tinha pouco mais que vinte anos de idade. Agora, estava com mais de cinqüenta, mas durante todo esse tempo ambos foram bons amigos e a boa influência de Daniel foi decisiva para a conversão do rei. Como será quando os dois se encontrarem em algum lugar na Nova Jerusalém? O rei talvez diga a Daniel: “Por causa do seu exemplo de fidelidade e firmeza, estou aqui hoje!” Que testemunho!

REFLEXÃO: “Ao fim daqueles dias, eu Nabucodonosor [...] bendisse o Altíssimo” (Dn 4: 34).