Ciro, o Ungido de Deus

Assim diz o Senhor ao Seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita. (Isaías 45: 1)

Quero ter a oportunidade de conhecer Ciro no Céu, esse homem de quem Deus disse: “Ele é Meu pastor e cumprirá tudo o que Me apraz” (Is 44:28). Para alguns historiadores e estudiosos da Bíblia “Ciro sempre disse e fez o que era correto.”

Deus o chamou de “Meu pastor” e o identificou como “o Seu ungido”, a quem “tomo pela mão direita”. A “mão direita” significava segurança, lugar de privilégio e destaque. Tomar pela mão direita era uma deferência especial da parte de Deus para com Ciro, Seu servo. Não fosse a mão guiadora de Deus, e Ciro jamais teria chegado aonde chegou. Com a morte de Dario, dois anos depois da conquista de Babilônia, Ciro o sucedeu no trono, tornando-se governante do vasto Império Medo-Persa, como “Ciro, o Grande – Rei das Nações”. Ciro, com sincera gratidão no coração, numa proclamação escrita e enviada a “todo o seu reino”, reconheceu que “o Senhor Deus dos Céus me deu todos os reinos da Terra”.

Deus é que lhe havia dado o nome e o sobrenome, que o havia escolhido, que o ungira e que mais de um século antes do seu nascimento o havia separado para um propósito específico: ele conquistaria Babilônia, libertaria os hebreus do cativeiro e os ajudaria a restaurar o templo do Senhor.

Quando jovem, Ciro era correto na sua maneira de viver. Entre várias coisas, era abstêmio. Certo dia, ele foi visitar o avô, que era rei da Média. Pediu-lhe, então, para trabalhar no palácio como copeiro-mor do rei. O rei-avô apreciou o trabalho do seu neto Ciro, mas observou que ele deixara de provar o vinho que lhe era servido, como todo copeiro de confiança devia fazer e que era parte do cerimonial real.

Ciro, que omitira o procedimento propositadamente, disse ao rei, seu avô, que não experimentou o vinho porque ele acreditava que vinho continha veneno e ele não queria se arriscar. Então, o rei perguntou por que ele pensava assim. Ciro, respondeu: “Alguns dias atrás, observei que o rei, meu avô, bebeu muito vinho, e depois se tornou ridículo no seu comportamento e em suas palavras. Para mim, toda bebida que produz esse efeito deve conter veneno. Eu não gostaria de servir bebida venenosa para ninguém, muito menos para o rei, meu avô.”

Deus conhecia as virtudes de Ciro, mais de cem anos antes do seu nascimento, por isso o escolheu para dele declarar: “Meu pastor”.

REFLEXÃO: “Eu, na Minha justiça, suscitei a Ciro e todos os seus caminhos endireitarei” (Is 45:13).