O Touro e a Corrente


“...Àquele que nos ama e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” - (Apocalipse 1:5).

Recurso Visual: Uma corda grossa com um cadeado na ponta.

Quando Paulinho estava crescendo, costumava visitar a fazenda de seu avô. Por algum tempo, o avô manteve um enorme touro em sua fazenda. É claro que você sabe que o touro é o macho da vaca. Ele tinha quase o tamanho de um búfalo, com grandes chifres e um temperamento terrível. Os touros são grandes, mas não são muito espertos. O cachorro e o gato atendem quando você os chama pelo nome, o touro não.

Aquele touro da fazenda do avô do Paulinho gostava de escapar para visitar as vacas da fazenda vizinha. Ele era tão forte que facilmente arrebentava a cerca do pasto e fugia sempre que desejava. O avô estava cansado de ir atrás do seu touro fugitivo. Parecia que toda vez que ele o deixava livre para pastar, esse velho e grande animal fugia para visitar a outra fazenda. Ele nunca aprendeu a ficar em casa. Assim, o vovô o conservava a maior parte do tempo preso em um curral próximo ao celeiro, que deram o nome de “cercado do touro”.

Devido ao seu mau temperamento, o touro era imprevisível e perigoso. Quando Paulinho ia visitar o avô, o menino sempre tomava cuidado para ver se o touro estava solto ou não. Se estivesse pastando, Paulinho não se aproximava.

No entanto, o avô de Paulinho não tinha medo do touro. Embora fosse um homem de média estatura, conduzia o enorme touro sem nenhum problema. Como? Era muito simples: Como o nariz do touro é muito sensível, o vovô colocava um grande anel de metal entre as suas narinas. Você pode imaginar como doía se alguém puxasse esse anel? E era exatamente isso o que o vovô fazia. Ele prendia uma corda no anel e o puxava, quando queria que o animal o seguisse.

Conduzir o touro pelo nariz era fácil. O touro se feria quando não fazia o que o vovô queria que fizesse. É claro, então, que se ele obedecesse, não iria se machucar. Como era interessante e ao mesmo tempo espantoso ver o vovô conduzindo esse animal muito maior do que ele e que pesava talvez até dez vezes mais que o vovô! Um animal desses chega a pesar como um carro pequeno! E o touro sempre seguia obediente, enquanto o vovô o segurava pela corda.

Quando penso no boi com a corda amarrada no anel em suas narinas, lembro-me do que nos acontece quando pecamos. Se mentimos, roubamos ou cometemos outros pecados, Satanás coloca o anel do pecado em nosso nariz e nos leva aonde quer. Ele nos torna escravos. Mas a Bíblia diz que Jesus nos ama e veio para nos libertar dos nossos pecados (Apoc. 1:5). Veio para tirar o anel e a corda de nosso nariz.

Quando confiamos em Jesus plenamente, procuramos segui-Lo porque queremos e porque escolhemos segui-Lo e não porque somos obrigados a fazê-lo.