Sansão, um homem muito forte

Juízes 13 à 16

Sansão era um homem muito forte. Quando ele estava passando por umas plantações de uvas de Timna, um leão novo veio rugindo para cima dele. Com as suas próprias mãos, Sansão despedaçou o leão, como se fosse um cabrito.


Sansão foi para a caverna da rocha de Etã e os filisteus foram atrás dele para prendê-lo. Eles obrigaram o habitantes Judá a prenderem Sansão. Os homens de Judá foram até a caverna e prometeram que não iam matá-lo, só iam entregá-lo aos filisteus, então Sansão permitiu que eles o amarrassem. Então o amarraram com cordas novas e o fizeram sair da caverna.

Quando Sansão chegou, os filisteus vieram encontrá-lo. E ele arrebentou as cordas que amarravam os seus braços e as suas mãos, com muita facilidade, encontrou por ali uma queixada de jumento que ainda não estava seca e com ela matou mil homens.


Sansão foi até a cidade de Gaza. O povo descobriu que ele estava lá e cercaram o lugar. Sansão arrancou as portas da cidade, colocou tudo em seus ombros e levou para cima do monte.


Depois disso Sansão se apaixonou por uma mulher filistéia, chamada Dalila.


Os governadores dos filisteus foram falar com ela. Para que ela descobrisse o segredo da força de Sansão, como eles poderiam derrotá-lo, e prometeram uma recompensa.

Então Dalila pediu a Sansão: - Por favor, me conte o segredo da sua força. Se alguém quiser amarrar você e deixar sem defesa, o que é que ele deve fazer?

Sansão respondeu: - Se me amarrarem com sete cordas de arco, novas, que ainda não secaram, eu ficarei fraco e serei como qualquer um. - E ela amarrou Sansão.

Dalila então gritou: - Sansão! Os filisteus estão chegando! E ele arrebentou as cordas de arco, com muita facilidade.

Então Dalila lhe disse: - Até agora você mentiu e caçoou de mim. Por favor, me diga como é que alguém pode amarrar você.

Sansão respondeu: - Se me amarrarem com cordas novas, que nunca foram usadas, ficarei fraco e serei como qualquer um.


Aí Dalila pegou cordas novas e amarrou os braços dele. Depois gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem fios de linha.

E Dalila disse: — Você continua mentindo e caçoando de mim. Diga como é que alguém pode amarrar você. Ele respondeu: — Se você tecer num tear as sete tranças do meu cabelo e prendê-las com um prego grande de madeira, eu ficarei fraco e serei como qualquer um.

Então Dalila fez com que Sansão dormisse. Quando ele adormeceu, ela pegou e teceu as sete tranças dele num tear e prendeu-as com um prego grande de madeira. Depois gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Mas ele se levantou, arrancou o prego e tirou o cabelo do tear.

Então ela disse: — Por que você diz que me ama se isso não é verdade? Você me fez de boba três vezes e até agora não me contou por que é tão forte.

E ela continuou a perguntar isso todos os dias. Sansão ficou tão cansado com a insistência dela, que já não agüentava mais.

E acabou lhe contando a verdade: — O meu cabelo nunca foi cortado! — disse ele. — Eu fui dedicado a Deus como nazireu desde que nasci. Se o meu cabelo for cortado, perderei a minha força, ficarei fraco e serei como qualquer um.


Ela fez com que Sansão dormisse no seu colo. Em seguida chamou um homem, e ele cortou as sete tranças de Sansão.


Ela gritou: — Sansão! Os filisteus estão chegando! Ele se levantou e pensou: “Eu me livrarei como sempre.” Sansão não sabia que o SENHOR o havia abandonado. Os filisteus o prenderam.

Eles o cegaram, prenderam com correntes e o puseram para trabalhar na prisão, virando um moinho.


Os governadores filisteus fizeram uma festa e ofereceram um grande sacrifício ao seu deus Dagom. Eles cantavam e louvavam seu deus por terem capturado Sansão.

No meio da festa eles chamaram Sansão para se divertirem à custa dele. Depois Sansão pediu ao rapaz que o guiava para levá-lo até as colunas, que sustentam o templo, para que pudesse se encostar nelas.

O templo estava cheio de homens e mulheres e os cinco governadores filisteus estavam lá. Havia no terraço mais ou menos três mil homens e mulheres olhando para Sansão e se divertindo à custa dele.

Sansão orou ao SENHOR, dizendo: - Ó SENHOR, meu Deus, por favor, lembre de mim e me dê força só mais esta vez. Deixe que eu me vingue dos filisteus de uma vez por todas

Então agarrou as duas colunas do meio, que sustentavam o templo, uma com a mão direita e a outra com a esquerda e disse: - Deixe-me morrer com os filisteus e deu um empurrão com toda a força. O templo caiu sobre os governadores e todas as pessoas. E assim Sansão matou mais gente na sua morte do que durante a sua vida.