A VIA DOLOROSA

UMA VIDA COM PROPÓSITO

Jesus nos levara para o Céu no dia de Sua volta, se aceitarmos o sacrifício feito por Ele para nossa salvação.

Sua presença em nosso coração opera transformação em nosso viver, tornando-nos filhos de Deus por um novo nascimento.

Esta transformação, decorrente da nossa entrega a Cristo, é comparada à germinação de uma semente plantada em uma terra fértil. De igual maneira, os que acabam de converter-se a Cristo, devem, "como meninos novamente nascidos" (1 Pedro 2:2), crescer (Efésios 4:15) até à estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Como a semente colocada em boa terra, devemos crescer e produzir frutos. Estes frutos São atitudes de um coração transformado de uma natureza má para uma natureza amorosa.

JESUS, MEU EXEMPLO DE VIDA

A multidão que seguia Jesus prosseguia escarnecendo. Seus discípulos também O seguiam com o coração partido, vendo seu Mestre sendo torturado e maltratado. Por instantes mantiveram a esperança de que algo miraculoso pudesse ser feito para libertar Jesus. Porém, o tempo passava, viam que Jesus Se entregava e que Sua morte seria certa.

“Chegendo ao lugar da crucifixão, os condenado foram amarrados aos instrumentos de suplício. Os dois ladrões reagiram contra os que tentavam crucificá-los; O Salvador, porém, não ofereceu resistência.

A mãe de Jesus O havia seguido naquela terrível jornada até o Calvário. Ao vê-Lo sucumbir exausto ao peso da cruz, seu coração ansiava por prestar-Lhe socorro,mas esse privilégio lhe foi negado.

A cada passo daquele caminho tão sofrido, desejava que seu filho manifestasse o poder divino para livrar-Se da turba assassina e agora que o drama chegava ao seu ato derradeiro, venda ela como os ladrões eram pendurados na cruz, que suspense e angústia sentiu na alma!

Devia Aquele que havia ressuscitado os mortos entregar-Se para ser crucificado? O Filho de Deus consentiria que Lhe dessem morte tão cruel? Devia ela renunciar à crença de que Ele era de fato o Messias?

Ela viu também Suas mãos serem estendidas no madeiro - aquelas mãos que sempre se estenderam para abençoar os sofredores. Trouxeram cravos e martelo e, quando os pregos perfuraram-Lhe as mãos, os discípulos inconsoláveis, levaram o corpo desmaiado de Maria para longe daquela cena cruel.

O Salvador não soltou um gemido sequer. De Seu rosto pálido e sereno, o suor corria fartamente. Os discípulos tinham fugido da pavorosa cena. 'O lagar, Eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo' (Isaias 63:3).

Enquanto os soldados faziam sua obra, a mente de Jesus desviou-se de Seus sofrimentos para se concentrar na terrível recompensa que aguardava os Seus perseguidores. Tendo piedade de sua ignorância, orou: ' ... Pai, perdoa-lhes, porque não sabemo0 que fazem.' (Lucas 23:34).

Assim, Cristo conquistou o direito de tornar-Se o intercessor entre os homens e Deus. Essa oração abrangia o mundo todo, incluindo cada pecador que existiu ou que viria a existir, desde o princípio até a consumação do século.

Toda vez que pecamos, Cristo é ferido outra vez. Por nós, Ele ergue as mãos feridas diante do trono do Pai e diz: ' ... perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.' (Lucas. 23:34)

Logo depois de pregar Jesus na cruz, homens fortes levantaram o madeiro e o fincaram violentamente no chão. Isso causou um intenso sofrimento ao Filho de Deus. Pilatos escreveu então um letreiro em latim, grego e hebraico, o qual mandou afixar em cima da cruz, para que todos pudessem ler: 'Jesus Nazareno, o Rei dos judeus' (João 19:19)."

Um homern ímpio declarou a todo mundo, através da inscrição no madeiro, quem estava sendo morto - o Rei dos judeus. O rosto inocente de Cristo, Suas palavras finais e aquela inscrição na cruz, levaram muitos a refletir sobre a nobreza de Sua vida e a reconhecê-Lo como Senhor.

VIVENDO COMO UM DISCÍPULO

O sacrifício na cruz do Calvário foi a oferta de Deus oferecida por amor a humanidade. Jesus deixou no Céu toda a honra, glória e adoração prestada por Seus anjos, para ser aqui humilhado, pisado e moído neste mundo vil. Sua entrega foi a maior de todas as ofertas, oferecida pela salvação de todos aqueles que O aceitarem.

Ele conquistou o direito de ser nosso intercessor e conquistou também o direito a vida, vida esta que ele nos oferece de graça. Ele nos fala: “...escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência...” (Deuteronômio 30:19)

Movidos pelo amor, devemos firmar com Cristo o propósito de sermos fiéis. Que tal retribuir Seu gesto, manifestado por nós na cruz do Calvário, e levar a Cristo e a sua mensagem, aos que ainda não O conhecem.