O Espírito Santo no passado

O Espírito Santo iniciou Suas atividades no mundo apenas a partir do Pentecostes? (At 2)



Um dos textos mais importantes para a compreensão da obra do Espírito Santo antes e após o Pentecostes é João 14:16 e 17. Nesse texto Cristo promete aos Seus discípulos uma futura dotação especial do Espírito Santo: “E Ele vos dará outro Consolador”, explicando que essa dotação seria concedida pelo mesmo Espírito que já habitava neles: “Vós O conheceis, porque Ele habita convosco”. Por conseguinte, não podemos restringir as atividades do Espírito Santo ao período posterior ao Pentecostes.

Um número significativo de alusões à atuação do Espírito Santo pode ser encontrado no Antigo Testamento. Já em Gênesis 1:2 Ele é descrito como pairando “sobre as águas”. Sansão foi possuído várias vezes, de forma sobrenatural, pelo Espírito Santo (Jz 13:25; 14:6 e 19; 15:14). Davi enfatiza a onipresença do Espírito Santo ao indagar: “Para onde me ausentarei do Teu Espírito?” (Sl 139:7-12).

O Novo Testamento, por sua vez, refere-se a Zacarias (Lc 1:67), João Batista (Lc 1:15) e Cristo (Lc 4:1) como homens cheios do Espírito Santo antes do Pentecostes.

Embora o Espírito Santo viesse atuando incessantemente pela salvação dos pecadores desde o início da história humana, no Pentecostes os discípulos receberam uma capacitação especial do poder do Espírito Santo para testemunhar as boas-novas da salvação em Cristo “até os confins da terra” (ver At 1:8). Em outras palavras, naquela ocasião, os seguidores de Cristo, que já manifestavam o fruto do Espírito derivado de uma experiência de salvação (ver Gl 5:22 e 23), receberam um dom especial do Espírito, que os capacitaria a proclamar o evangelho nas próprias línguas das diferentes “nações” representadas no dia do Pentecostes (ver At 2:1-13).

Portanto, a obra do Espírito Santo é bem mais abrangente em seu escopo do que a mera concessão do dom de línguas no dia do Pentecostes.


(Alberto R. Timm)