Não Julgar

Um médico parou junto à entrada do hospital para conversar com o enfermeiro e o motorista. Ele era um bom médico, porém se vestia com roupas muito simples.

De repente, um carro enorme estacionou na frente do hospital. Desceu do veículo uma senhora muito elegante, usando roupas caras e, de forma ríspida, perguntou:

– Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com muita tranqüilidade, o médico respondeu:

– Boa tarde, senhora. Em que posso ajudá-la?

Com ar de quem se acha superior, ela disse:

– Será que você é surdo? Não ouviu que estou procurando o médico?

Ainda muito calmo, o médico respondeu:

– Em que posso ajudá-la?

– Pela última vez, estou procurando o médico!

– Boa tarde, senhora! Eu sou o médico. Como posso ajudá-la?

– Como? – assustou-se a mulher. – O senhor é o médico? Com essa roupa?

– Desculpe-me, senhora. Pensei que estivesse procurando um médico e não uma muda de roupas.

– Pois é, doutor... é que vestindo tais roupas, o senhor nem parece um médico.

– Interessante como as coisas são – disse o médico com um sorriso. – As roupas não parecem dizer muita coisa, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que no mínimo a senhora fosse sorrir e educadamente dizer-me “Boa tarde”!

Como se vê, não é certo julgar as pessoas pela aparência. O melhor é sempre tratarmos bem a todos, como gostaríamos de ser tratados.


"Você não tem desculpa quando julga os outros." (Romanos 2:1)