Gesto de Amor

Um garoto de dez anos, muito pobre e de roupas desgastadas, entrou numa loja e escolheu um sabonete. Ele pediu ao proprietário que o embrulhasse para presente.

– É para minha mãe – disse ele, orgulhosamente.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele pequeno presente. Olhando para o garoto, e sentindo compaixão por sua condição, desejou ajudar. Pensou em embrulhar o sabonete juntamente com outro artigo da loja.

Enquanto decidia se faria o favor ou não, o garoto percebeu sua indecisão, e pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar pelo produto. Ele colocou a mão no bolso e tirou as moedinhas de que dispunha. Então, colocou-as, em seguida, sobre o balcão.

A atitude do garoto deixou o homem mais comovido ainda. Lembrou-se de sua própria mãe. Também fora pobre quando criança e, como o garoto, desejara presentear sua mãe. Quando finalmente conseguiu um emprego, sua mãe já havia falecido.

Do outro lado do balcão, o menino estava ansioso com a demora. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Impaciente, ele perguntou:

– Está faltando alguma coisa, moço?

– Desculpe-me – respondeu o homem. – De repente, me lembrei de minha mãe, que morreu quando eu era muito jovem. Sempre quis dar-lhe um presente, mas nunca consegui.

– Nem um sabonete? – perguntou o menino, em sua inocência.

O homem ficou pensativo por um momento, e ponderou:

– Como é que eu nunca pensei em dar algo tão pequeno e simples para minha mãe? Sempre pensei que presente tinha que ser alguma coisa significativa.

– Não é o presente o mais importante – afirmou o garoto. – É o gesto de amor!

Não seria bom se você agradasse alguém hoje com um gesto de amor? Então, o que está esperando? É só agir!


"Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros." (Romanos 12:17)