Tesouro em papel de embrulho

Um dia, o Sr. Ari Winston, famoso avaliador de diamantes, estava muito agitado. E agitada estava também a multidão que se havia aglomerado em volta dele. Ele havia comprado um dos mais famosos diamantes do mundo. E esperava a entrega da valiosa pedra a qualquer instante.

Em meio à multidão achavam-se amigos, repórteres e curiosos, todos ansiosos por ver pela primeira vez o famoso diamante. Todos aguardavam o carro blindado e a escolta policial que faria a entrega. A segurança seria, sem dúvida, a maior possível.

Um homem, em uniforme de carteiro, tentou abrir caminho por entre a multidão, mas foi empurrado para fora. Ninguém queria que lhe desviasse a atenção da chegada da fabulosa gema. E a multidão crescia. Algumas pessoas mantinham olhares vigilantes na rua, prontas para anunciar a chegada da escolta armada.

O carteiro tentou novamente abrir caminho em meio ao povo. Segurava nas mãos um pacote enrolado em papel de embrulho e amarrado com barbante. Disse que precisava entregá-lo ao Sr. Winston. Imaginem! Quem era ele? Algum idiota querendo que seu nome saísse no jornal?

Finalmente, mais por irritação do que por cortesia, eles deixaram que o teimoso carteiro passasse. O Sr. Winston tomou o pacote nas mãos, olhou o remetente, e soltou um grito. Com as mãos trementes, rasgou o papel de embrulho que envolvia uma pequena caixa. Então abriu-a e suavemente ergueu o precioso diamante para que todos o vissem.

Por alguns instantes todos permaneceram em silêncio. Como é que uma maravilha dessas podia chegar desse jeito, em papel de embrulho?


Há dois mil anos ocorreu algo semelhante. O povo estava aguardando ansiosamente o Messias. Eles esperavam que Ele chegasse em glória e majestade, acompanhado por uma escolta de anjos, Se assentasse no trono de Davi e sacudisse o jugo romano. Mas eles não podiam imaginar que Ele viesse em papel de embrulho!

E como o povo estava mais interessado na beleza da embalagem do que na beleza de caráter, eles “não O receberam” (Jo 1:11).

As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. (Lucas 9:58)

Aceitemos agora, pela fé, o sacrifício do “homem de dores”, para que Ele nos receba quando vier “na glória de Seu Pai, com os Seus anjos” (Mt 16:27).