O Esquimó



Há muitos anos um esquimó de uma aldeia da Groelândia trabalhou numa importante expedição exploratória ao Pólo Norte. Como recompensa pelo excelente serviço prestado, o esquimó foi levado a conhecer Nova Iorque. O nativo deslumbrou-se.

Para quem nunca saíra de sua aldeia gelada, aquele espetáculo de luzes, arranha-céus, sons, deixou-o extremamente fascinado.

Alguns dias depois, ao voltar para casa, tentou descrever a exuberância do que viu. Pontes imensas, veículos sem tração, luzes coloridas, prédios que se perdiam no céu...

O pessoal da aldeia ouvia a história, mas mantinha olhar frio, ar de incredulidade. Não acreditavam em uma só palavra dita pelo companheiro.

Por isso, ele passou a ser conhecido por “sadluk” – que significa mentiroso. Ninguém mais o chamou pelo nome. O apelido o acompanhou até a morte.

Quando o cientista e explorador Knud Rasmussen fez, anos depois, a famosa viagem da Groelândia até o Alasca, acompanhava-o um esquimó chamado Mitek (Pato Selvagem). Depois da jornada, Mitek foi convidado a conhecer as cidades de Copenhague e Nova Iorque.

Encantou-se, também, pelo que viu. Ao voltar para sua aldeia, lembrou-se da tragédia de Sadluk e pensou não ser prudente descrever exatamente o que viu.

Decidiu contar histórias que seu povo pudesse compreender... e acreditar. E assim fez.

Contou que o pesquisador Rasmussem mantinha, em Nova Iorque, um caiaque às margens de um grande rio, o Hudson. Juntos saíam de manhã para caçar.

Patos, gansos e lontras existiam em grande quantidades em Nova Iorque e eles se divertiam muito.

Salvando sua reputação. Mitek, aos olhos de seus conterrâneos, é um homem honesto. Seus amigos o tratam com todo o respeito.

Quem falou a verdade?

Se fosse preciso escolher entre manter uma boa reputação ou falar a verdade o que você faria?


"Quem fala a verdade manifesta a justiça; porém a testemunha falsa produz a fraude.
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite." (Provérbios 12:17 e 22)