O Sábado


O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da imutável lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é o sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do pôr-do-sol ao pôr-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus.

O Sábado

Junto com Deus, Adão e Eva exploraram seu lar no paraíso. O cenário era empolgante, além de qualquer descrição. À medida que o Sol declinava lentamente na sexta-feira, e as estrelas começavam a aparecer, “viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gên. 1:31). Assim Deus concluiu a Sua criação dos “céus e a Terra, e todo o Seu exército” (Gên. 2:1).

Contudo, por mais belo que fosse o mundo recém-concluído, o maior dom que o Criador poderia conceder ao jovem par era o privilégio de manter relacionamento pessoal com Ele. Assim Ele lhes concedeu o sábado, dia de bênçãos, companheirismo e comunhão especiais com o Criador.

O Sábado ao Longo da Bíblia

O sábado ocupa lugar central em nossa adoração a Deus. Sendo o memorial da Criação, revela as razões pelas quais Deus deve ser adorado: Ele é o Criador, e nós Suas criaturas. “O sábado, portanto, representa a própria base da adoração divina, pois ensina essa grande verdade do modo mais impressionante, como nenhuma outra instituição o faz. A verdadeira base de toda adoração a Deus, não apenas aquela praticada no sétimo dia, senão toda a adoração, encontra-se na distinção entre o Criador e Suas criaturas. Esse grandioso fato jamais se poderá tornar obsoleto, nem deve jamais ser esquecido.”[1] Foi para conservar essa verdade para sempre diante da raça humana que Deus instituiu o sábado.

O sábado na Criação. O sábado teve sua origem num mundo sem pecado. É um dom especial de Deus, que habilitaria a raça humana a experimentar aqui na Terra a realidade do Céu. Três atos divinos distintos estabeleceram o sábado:

1. Deus descansou no sábado. No sétimo dia, Deus “descansou, e tomou alento” (Êxo. 31:17), embora não houvesse repousado face à necessidade de fazêlo (Isa. 40:28). O verbo descansar, shabbath, significa literalmente “cessar os labores ou atividades” (cf. Gên. 8:22). “O repouso de Deus não foi o resultado de exaustão ou fadiga, mas a interrupção de Suas atividades anteriores.”[2]

Deus descansou porque era Sua intenção que o homem descansasse; Ele deixou um exemplo que deveria ser observado pelos seres humanos (Êxo. 20:11).

Se Deus finalizou Sua obra no sexto dia (Gên. 2:1), o que querem dizer as Escrituras ao afirmar que Ele “findou a Sua obra” no sétimo dia (Gên. 2:2)? Ele havia terminado a criação dos céus e da Terra nos seis primeiros dias, mas ainda tinha de criar o sábado. Foi ao descansar durante esse dia que Deus o estabeleceu. O sábado representou o toque final de Sua obra criadora.

2. Deus abençoou o sábado. Deus não apenas fez o sábado, como também o abençoou. “A bênção sobre o sábado implicava que ele fora reservado como objeto especial do favor divino e um dia que haveria de trazer bênçãos a Suas criaturas.”[3]

3. Deus santificou o sábado. Santificar significa tornar algo sagrado ou santo, separado como algo santo e destinado a uso sagrado; consagrado. Pessoas, lugares (tais como um santuário, templo ou igreja) e tempo (dias santos) podem ser santificados. O fato de que Deus santificou o sétimo dia significa que esse dia é santo, que Ele o separou para o amorável propósito de enriquecer o relacionamento divino-humano.

Deus abençoou e santificou o sétimo dia pelo fato de haver nesse dia cessado todas as Suas obras. Ele o abençoou e santificou para a humanidade, não para Si próprio. É a Sua presença pessoal que traz bênção e santificação ao sábado.

O sábado no Sinai. Os eventos que se seguiram à saída dos israelitas do Egito, mostram que eles haviam, em grande medida, perdido de vista o sábado. As rigorosas exigências da escravidão devem ter tornado muito difícil a observância do sábado.

Pouco tempo depois que adquiriram a liberdade, Deus lhes fez recordar incisivamente, através do milagre do maná e da proclamação dos Dez Mandamentos, sua obrigação quanto à observância do sábado do sétimo dia.

1. O sábado e o maná. Um mês antes de proclamar Sua lei no Sinai, Deus prometeu ao povo proteção contra as enfermidades, se dedicassem atenção diligente “aos Seus mandamentos, e... os Seus estatutos” (Êxo. 15:26; cf. Gên. 26:5). Logo depois de fazer essa promessa, Deus relembrou aos israelitas a santidade do sábado. Por meio do milagre do maná, lhes ensinou em termos concretos quão importante era à Sua vista o descanso no sétimo dia.

Durante todos os dias da semana, Deus enviava aos israelitas uma quantidade de maná suficientes para atender às necessidades cotidianas. Não deveriam tentar armazenar nenhuma quantidade do produto para o dia seguinte, pois arruinaria se o fizessem (Êxo. 16:4, 16-19). No sexto dia, porém, deveriam eles colher em dobro, de modo que houvesse o suficiente para atender as suas necessidades naquele dia e no seguinte, o sábado. Ensinando assim que o sexto dia era um dia de preparação, e também sobre a forma de observar o sábado, Deus disse: “Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte” (Êxo. 16:23). Somente no sétimo dia poderia o maná ser guardado sem se deteriorar (Êxo. 16:24). Em linguagem similar àquela do quarto mandamento, Moisés disse: “Seis dias o colherás, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá” (Êxo. 16:26).

Durante quarenta anos, ou mais de dois mil sábados consecutivos em que os israelitas estiveram no deserto, o milagre do maná os fez recordar esse esquema de seis dias de trabalho e um de descanso.

2. O sábado e a lei. Deus posicionou o mandamento do sábado no centro do Decálogo. Eis o texto do mandamento:

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxo. 20:8-11).

Todos os mandamentos do Decálogo são vitais, e nenhum deles deve ser negligenciado (Tia. 2:10), mas ainda assim Deus distinguiu o mandamento do sábado dentre todos os demais. Com relação a ele, Deus ordenou: “Lembra-te”, alertando a humanidade para o perigo de se perder de vista a sua importância.

As palavras com as quais o mandamento começa – “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” – mostram que o sábado não foi instituído pela primeira vez no Sinai. Essas palavras indicam que ele fora estabelecido antes – efetivamente, o foi na Criação, conforme o próprio mandamento revela. Deus tencionava que observássemos o sábado como o Seu memorial da Criação. O mandamento define o tempo de repouso e adoração, dirigindo-nos à contemplação de Deus e de Suas obras.

Como memorial da Criação, a observância do sábado representa um antídoto contra a idolatria. Ao lembrar-nos que Deus criou os céus e a Terra, transparece claramente a distinção entre Deus e todos os falsos deuses. A guarda do sábado torna-se, pois, um sinal de nossa fidelidade ao verdadeiro Criador – um sinal de que reconhecemos a Sua soberania como Criador e Rei.

O mandamento do sábado funciona como o selo da lei de Deus.[4] Em geral, o selo contém estes três elementos: o nome do dono do selo, seu título e a jurisdição de seus domínios. Selos oficiais são utilizados para validar documentos de grande importância. O documento assume a autoridade do oficial a quem pertence o selo utilizado. O selo implica que o próprio oficial aprovou a legislação e que toda a autoridade de seu cargo se encontra por detrás do documento.

Entre os Dez Mandamentos, é o mandamento do sábado que contém os elementos vitais do selo. É o único dentre os dez que identifica o Deus verdadeiro ao declarar o Seu nome: “o Senhor teu Deus”; o Seu título: “Aquele que fez – o Criador”; e Seu território: “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há” (Êxo. 20:10 e 11). Uma vez que apenas o quarto mandamento mostra sob a autoridade de quem foram concedidos os Dez Mandamentos, é esse mandamento aquele que contém o “selo de Deus”, colocado sobre a Sua lei como evidência de sua autenticidade e vigência da mesma.[5]

Efetivamente, Deus fez do sábado “uma lembrança ou sinal de Seu poder e autoridade num mundo não poluído pelo pecado e pela rebelião. Deveria constituir uma instituição de perpétua obrigação pessoal, imposta pela admoestação: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar’ (Êxo. 20:8)”.[6]

Esse mandamento divide a semana em duas partes. Deus concedeu à humanidade seis dias para “trabalhar e fazer toda a tua obra”, mas o sétimo dia deveria ser mantido livre de “qualquer trabalho” (Êxo. 20:9 e 10). “Seis dias”, diz o mandamento, “são dias de trabalho, mas o sétimo dia é dia de descanso. Que o sétimo dia é reservado unicamente como o divino dia de descanso, torna-se evidente pelas primeiras palavras do mandamento: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar’.”[7]

Embora os seres humanos requeiram descanso físico para restaurar o corpo, Deus baseia Sua exigência de que descansemos durante o sábado, em Seu próprio exemplo. Assim como Ele descansou de Suas atividades executadas na primeira semana deste mundo, assim devemos nós repousar.

3. O sábado e o concerto. Assim como a lei de Deus ocupava posição central no concerto (Êxo. 34:27), assim o sábado, posicionado no próprio coração da lei, ocupa lugar proeminente em Seu concerto. Deus declarou que o sábado seria um “sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (Ezeq. 20:12; cf. Ezeq. 20:20; Êxo. 31:17). Portanto, disse Ele, a guarda do sábado é um “concerto perpétuo” (Êxo. 31:16). “Da mesma forma como o concerto está baseado no amor de Deus por Seu povo (Deut. 7:7 e 8), assim o sábado, como sinal do concerto, representa um símbolo do amor divino.”[8]

4. Os sábados anuais. Em adição aos sábados semanais (Lev. 23:3), existiam sete sábados anuais, cerimoniais, distribuídos ao longo do calendário religioso israelita. Esses sábados da antigüidade não se achavam diretamente vinculados ao sábado do sétimo dia ou ao ciclo semanal. Tais sábados, “além dos sábados do Senhor” (Lev. 23:38), eram o primeiro e o último dia da Festa dos Pães Asmos, o Dia de Pentecostes, a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação, e o primeiro e último dias da Festa dos Tabernáculos (cf. Lev. 23:7, 8, 21, 24, 25, 27, 28, 35 e 36).

Pelo fato de a contagem desses sábados depender do início do ano religioso, que por sua vez se baseava no calendário lunar, eles podiam corresponder a qualquer dia da semana. Quando coincidiam com o sábado semanal, eram chamados de “grandes dias” (cf. João 19:31). “Ao passo que o sábado semanal fora instituído no final da semana da Criação para toda a humanidade, os sábados anuais constituíam parte integral do sistema judaico de ritos e cerimônias, instituído no Monte Sinai... os quais apontavam para a futura vinda do Messias, e cuja observância terminou com a Sua morte na cruz.”[9]

O Sábado e Cristo. As Escrituras revelam que, tão verdadeiramente quanto o Pai, Cristo foi o Criador (I Cor. 8:6; Heb. 1:1 e 2; João 1:3). Assim, foi Ele quem separou o sétimo dia para o descanso da humanidade.

Jesus associou o sábado com Sua obra redentora, assim como o fizera com Sua obra criadora. Na qualidade de grande EU SOU (João 8:58; cf. Êxo. 3:14), Ele incorporou o sábado ao Decálogo para enfatizar a lembrança do encontro semanal de adoração com o Criador. E Ele acrescentou outra razão para a observância do sábado: a redenção de Seu povo (Deut. 5:14 e 15). Desse modo, o sábado assinala aqueles que aceitaram a Jesus como Criador e Salvador.

O duplo papel de Cristo, como Criador e Redentor, torna óbvia a razão pela qual Ele reivindicou, como Filho do homem, ser também o “Senhor do sábado” (Mar. 2:28). Com tal autoridade, Ele poderia ter descartado o sábado se quisesse fazê-lo, mas não foi isso que aconteceu. Ao contrário, aplicou o dia sagrado a toda a humanidade, dizendo: “O sábado foi estabelecido por causa do homem” (verso 27).

Durante todo o Seu ministério terrestre, Jesus exemplificou diante de nós a fiel observância do sábado. Era “Seu costume” adorar no sábado (Luc. 4:16). Sua participação nos serviços sabáticos revela o endosso que Ele ofereceu a esse dia como dia de adoração.

Tão grande era a preocupação de Cristo no tocante à santidade do sábado, que ao falar a respeito da perseguição que ocorreria após Sua ascensão, aconselhou os discípulos a esse respeito. Disse: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado” (Mat. 24:20). Isso implicava claramente, conforme observou Jonathan Edwards, “que mesmo então os cristãos ainda estariam sob a obrigação da estrita observância do sábado”.[10]

Quando Cristo completou Sua obra de Criação – Seu primeiro grande ato na história deste mundo – descansou no sétimo dia. Esse descanso significou acabamento e realização. Ele fez praticamente o mesmo no final de Seu ministério terrestre, quando empreendeu o Seu segundo grande ato na história do mundo. Na tarde de sexta-feira, o sexto dia da semana, Cristo encerrou Sua obra redentiva sobre a Terra. Suas últimas palavras foram: “Está consumado!” (João 19:30). As Escrituras enfatizam que ao Ele morrer, “era o dia da preparação, e começava o sábado” (Luc. 23:54). Em seguida a Sua morte, repousou no túmulo, simbolizando isto que Ele havia consumado a obra de redenção da raça humana.[11]

Então, o sábado testifica tanto da obra criadora quanto da obra redentora de Cristo. Observando-o, Seus seguidores regozijam-se com Ele em virtude de Suas realizações em favor da humanidade.[12]

O Sábado e os Apóstolos. Os discípulos respeitavam grandemente o sábado. Isso se tornou evidente por ocasião da morte de Cristo. Ao chegar o sábado, interromperam os preparativos do sepultamento e “no sábado, descansaram, segundo o mandamento”, pretendendo prosseguir com seus afazeres no domingo, o “primeiro dia da semana” (S . Luc. 23:56; 24:1).

Assim como fizera Cristo, os discípulos adoraram no sábado do sétimo dia. Em suas viagens evangelísticas, Paulo freqüentava as sinagogas no dia de sábado e pregava a Cristo (Atos 13:14; 17:1 e 2; 18:4). Mesmo os gentios o convidavam para pregar a palavra de Deus no sábado (Atos 13:42 e 44). Nas localidades em que não havia sinagoga, ele procurava um lugar adequado para a adoração sabática (Atos 16:13). Assim como a participação de Cristo nos serviços sabáticos indicou a Sua aceitação do sétimo dia como dia especial de adoração, ocorreu também com Paulo.

A fiel observância desse apóstolo, dos sábados semanais, estava em marcante contraste com sua atitude firme contra os sábados cerimoniais. Ele tornou claro que os cristãos não se achavam sob a obrigação de guardar esses primitivos dias de descanso pelo fato de haver Cristo pregado na cruz as leis cerimoniais (veja o capítulo 18 deste livro). Ele disse: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Col. 2:16 e 17). Uma vez que “o contexto [desta passagem] trata de assuntos rituais, os sábados aqui mencionados são os sábados cerimoniais das festas anuais judaicas, os quais ‘eram uma sombra’, ou tipo, cujo cumprimento ocorreu em Cristo”.[13]

De modo semelhante, escrevendo aos gálatas Paulo insurgiu-se contra a observância dos requisitos da lei cerimonial, dizendo: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (Gál. 4:10 e 11).

Muitos têm a impressão de que João se referia ao domingo ao declarar “achei-me em Espírito no dia do Senhor” (Apoc. 1:10). Na Bíblia, entretanto, o único dia mencionado como dia especial do Senhor é o sábado. Cristo declarou: “O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus” (Êxo. 20:10); mais tarde, Ele o identificou como “Santo dia do Senhor” (Isa. 58:13). E o próprio Cristo Se identificou como o “Senhor também do sábado” (Mar. 2:28). Assim, uma vez que nas Escrituras o único dia apresentado como dia do Senhor é o sábado, parece lógico concluir que João se referia ao sábado. Certamente não existe precedente bíblico que permita empregar o termo em relação ao primeiro dia da semana, o domingo.[14]

Em parte alguma nos ordena a Bíblia a observância de qualquer outro dia da semana, exceto o sábado. Nenhum outro dia é declarado santo ou abençoado. Tampouco indica o Novo Testamento que Deus tenha mudado o dia de repouso para qualquer outro dia da semana.

Ao contrário, as Escrituras revelam que era plano de Deus que Seu povo observasse o sábado através de toda a eternidade: “Porque, como os novos Céus e a nova Terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma festa da lua nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Isa. 66:22 e 23).

O Significado do Sábado. O sábado possui amplo significado e está cheio de profunda e rica espiritualidade.

1. Memorial perpétuo da Criação. Conforme vimos, o significado fundamental dos Dez Mandamentos, vinculado ao sábado, é que ele constitui um memorial da criação do mundo (Êxo. 20:11). O mandamento que pede a observância do sábado está “inseparavelmente vinculado ao ato da Criação, sendo que a instituição do sábado e o mandamento quanto a observá-lo representam uma conseqüência direta do ato de Criação. Adicionalmente, toda a família humana deve sua existência ao divino ato criativo; e, de acordo com isso, a obrigação de aceitar o mandamento do sábado como memorial do poder criador de Deus repousa sobre toda a humanidade”.[15] Strong identifica o sábado como “obrigação perpétua como memorial indicado por Deus, de sua atividade criadora”.[16]

Aqueles que o observam como memorial da Criação, estarão assim reconhecendo, com gratidão, “que Deus [é] seu Criador e legítimo Soberano... que eles [são] a obra de Suas mãos, e súditos de Sua autoridade. Assim, a instituição era inteiramente comemorativa, e foi dada a toda a humanidade. Nada havia nela prefigurativo, ou de aplicação restrita a qualquer povo”.[17] Uma vez que adoramos a Deus porque Ele é nosso Criador, o sábado funciona como o sinal e memória da Criação.

2. Símbolo de redenção. Quando Deus libertou os israelitas da escravidão egípcia, o sábado – que já funcionava como memorial da Criação – se tornou também um memorial da libertação (Deut. 5:15). “O Senhor pretendia que o repouso do sábado semanal, se corretamente observado, representasse constantemente libertamento da escravidão do Egito, não limitada a um país ou a determinado século, pois abrangeria todos os países e todas as eras. Hoje, ainda necessita o homem escapar da escravidão que resulta da ganância, do lucro e do poder, das desigualdades sociais e do pecado e egoísmo.”[18]

É quando contemplamos a cruz que o descanso sabático se nos apresenta como símbolo especial de redenção. “Ele é o memorial do êxodo da escravidão do pecado, sob a liderança de Emanuel. O maior fardo que podemos carregar, é a culpa de nossa desobediência. O descanso sabático, pelo fato de apontar em direção ao passado, ao descanso de Cristo na sepultura, o repouso da vitória sobre o pecado, oferece aos cristãos a oportunidade tangível de aceitar e experimentar o perdão, a paz e o descanso de Cristo.”[19]

3. Sinal de santificação. O sábado é um sinal do poder transformador de Deus, um sinal de santidade ou santificação. O Senhor declara: “Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxo. 31:13; cf. Ezeq. 20:20). O sábado constitui, portanto, um sinal de Deus como Santificador. Da mesma forma como as pessoas são santificadas pelo sangue de Cristo (Heb. 13:12), o sábado é também um sinal da aceitação, por parte do crente, de Seu sangue para o perdão dos pecados.

Assim como Deus colocou o sábado à parte para um santo propósito, separa Ele o Seu povo para um propósito santo – para que sejam Suas testemunhas especiais. A comunhão do povo com Ele nesse dia conduz à santidade; eles aprendem a não depender de seus próprios recursos, mas do Deus que os santifica.

“O poder que criou todas as coisas é o poder que recria a alma à Sua própria semelhança. Para aqueles que guardam o santo sábado é ele um sinal de santificação. Verdadeira santificação é harmonia com Deus, unidade em caráter com Ele. Esta é recebida por meio de obediência àqueles princípios que são uma transcrição de Seu caráter. E o sábado é o sinal de obediência. Aquele que de coração obedece ao quarto mandamento, obedecerá toda a lei. Ele é santificado através da obediência.”[20]

4. Sinal de lealdade. Do mesmo modo como a lealdade de Adão e Eva foi provada por meio da árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no meio do jardim do Éden, assim a lealdade de cada ser humano a Deus será provada pelo mandamento do sábado, colocado no meio do Decálogo.

As Escrituras revelam que antes do Segundo Advento o mundo inteiro será dividido em duas classes: aqueles que são leais e “guardam os mandamentos de Deus e a fé em de Jesus” e aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” (Apoc. 14:12 e 9). Naquela oportunidade, a verdade de Deus será exaltada diante do mundo e tornar-se-á bem clara a todos que a observância fiel do sétimo dia da semana – o sábado das Escrituras – significará evidência de lealdade ao Criador.

5. Ocasião de companheirismo. Deus criou os animais para que fizessem companhia ao homem (Gên. 1:24 e 25). Para um nível mais elevado de companheirismo; Deus deu o homem e a mulher um ao outro (Gên. 2:18-25). Através do sábado, porém, Deus deu à humanidade um presente que oferece a mais elevada forma de companheirismo – a comunhão com Ele. Seres humanos não foram criados apenas para se associarem aos animais, e nem mesmo para se associarem apenas aos outros seres humanos. Foram feitos para Deus.

É no sábado que podemos experimentar de forma especial a presença de Deus em nosso meio. Sem o sábado, tudo seria labor e suor sem fim. Todos os dias seriam iguais, devotados aos afazeres seculares. A chegada do sábado, entretanto, traz consigo esperança, alegria, significado e estímulo. Ela provê o tempo para a comunhão com Deus através da adoração, cânticos, oração, estudo e meditação da Palavra e através do compartilhar o evangelho com os outros. O sábado é a nossa oportunidade de vivenciar a presença de Deus.

6. Sinal de justificação pela fé. Os cristãos reconhecem que através da orientação de uma consciência iluminada, os não-cristãos que honestamente buscam a verdade, podem ser conduzidos pelo Espírito Santo a uma compreensão dos princípios gerais da lei de Deus (Rom. 2:14-16). Isso explica porque os outros nove mandamentos – excetuando-se o do sábado – têm sido, em maior ou menor grau, praticados fora das fileiras do cristianismo. Mas esse não é o caso do quarto mandamento.

Muitas pessoas conseguem compreender a necessidade de um dia semanal de descanso, mas freqüentemente revelam muita dificuldade em compreender por que o trabalho que – efetuado em qualquer outro dia da semana – seria considerado digno e elogiável, se praticado no dia de sábado, constitui pecado. A natureza não oferece qualquer justificativa para que se guarde o sábado. Os planetas movem-se em suas respectivas órbitas, a vegetação cresce, chuva e sol se alternam e os animais se comportam como em qualquer outro dia. Por que, então, deveria o ser humano guardar o sábado do sétimo dia? “Para o cristão existe apenas uma razão, e nenhuma outra; mas esta razão é suficiente: Deus ordenou.”[21]

É apenas com base na revelação especial de Deus que as pessoas conseguem entender a racionalidade da observância do sétimo dia. Portanto, aqueles que guardam o sétimo dia o fazem pela fé e implícita confiança em Cristo, que ordenou a sua observância. Ao observar o sábado, os crentes revelam disposição de aceitar a vontade de Deus para sua vida, em vez de confiarem em seu próprio julgamento.

Ao guardarem o sétimo dia, os crentes não estão tentando se tornar justos por si mesmos. Ao contrário, observam o sábado como resultado de seu relacionamento com Cristo, seu Criador e Redentor.[22] A guarda do sábado é o produto de Sua justiça no processo de justificação e santificação, significando que eles foram libertados da escravidão do pecado e receberam Sua perfeita justiça.

“Uma macieira não se torna macieira pelo fato de produzir maçãs. Antes de poder fazê-lo, deve ela ser macieira. Nesse caso, as maçãs brotam dessa árvore como frutos naturais. Assim, o verdadeiro cristão não guarda o sábado ou os outros nove preceitos para se tornar justo. Em vez disso, a obediência é o fruto natural da justiça que Cristo compartilha com ele. Quem observa o sábado dessa forma não é legalista, uma vez que a observância externa do sétimo dia corresponde a uma experiência íntima do crente em termos de justificação e santificação. Portanto, o verdadeiro observador do sábado não se omite de atos proibidos para esse dia tendo em vista obter o favor de Deus, mas o faz porque ama a Deus e deseja aproveitar o sábado para manter mais íntimo relacionamento com Ele.”[23]

A observância do sábado revela que desistimos de confiar em nossas próprias obras, compreendendo que somente Cristo, o Criador, pode nos salvar. Efetivamente, “o espírito da verdadeira observância do sábado revela supremo amor por Jesus Cristo, o Criador e Salvador, que nos está transformando em novas criaturas. Ela torna a guarda do dia correto, da forma correta, um sinal de justificação pela fé”.[24]

7. Símbolo de descanso em Cristo. O sábado – símbolo da libertação divinamente orientada do povo de Israel da escravidão do Egito para o descanso da Canaã terrestre, distinguiu os redimidos daqueles dias em relação a todas as nações circunvizinhas. De modo similar é o sábado um sinal de libertação do pecado e passagem para o descanso de Deus, o que separa os redimidos do restante do mundo.

“Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Heb. 4:10). “Este é um repouso espiritual, um descanso de ‘nossas obras’, o término das obras de pecado. É para esse repouso que Deus chama Seu povo, e é deste descanso que tanto o sábado quanto Canaã são símbolos.”[25]

Quando Deus completou Sua obra de Criação e descansou no sétimo dia, ofereceu a Adão e Eva, no dia de sábado, a oportunidade de descansarem com Ele. Embora tenham fracassado, o propósito original de Deus, de oferecer o descanso à humanidade, permanece inalterado. Após a Queda, o sábado continuou sendo um sinal de descanso. “Assim, a nossa observância do sábado do sétimo dia testifica não apenas de nossa fé em Deus como Criador de todas as coisas, como também de nossa fé em Seu poder para transformar vidas e qualificar homens e mulheres para a entrada em seu eterno ‘descanso’, aquele que Ele originalmente teve em mente para os habitantes da Terra.”[26]

Deus prometera esse descanso espiritual ao Israel literal. A despeito do fracasso desse povo em entrar no descanso, o convite divino ainda permanece: “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Heb. 4:9). Todos os que desejarem ingressar nesse repouso “devem antes, pela fé, ingressar em Seu repouso espiritual, o repouso da alma em relação ao pecado e aos esforços próprios para obter a salvação”.[27]

O Novo Testamento apela no sentido de os cristãos não esperarem para gozar deste descanso de graça e fé, pois “hoje” é o tempo oportuno para nele ingressar (Heb. 4:7; 3:13). Todos os que entraram neste descanso – a redentora graça recebida pela fé em Jesus Cristo – desistiram de qualquer esforço para alcançar a justificação por suas próprias obras. Desta maneira, a observância do sábado do sétimo dia representa um símbolo da entrada do crente no descanso do evangelho.

Tentativas Para Alterar o Dia de Adoração

Uma vez que o sábado desempenha papel vital na adoração a Deus como Criador e Redentor, não deveria constituir surpresa o fato de que Satanás tem levado adiante uma guerra sem tréguas na tentativa de subverter essa sagrada instituição.

Em parte alguma autoriza a Bíblia a mudança do dia de adoração que Deus instituiu no Éden e reafirmou no Sinai. Outros cristãos, eles próprios observadores do domingo, reconhecem isso. O cardeal católico Tiago Gibbons escreveu em certa oportunidade: “Você poderá ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado.”[28]

A. T. Lincoln, um protestante, admite que “não se pode argumentar que o Novo Testamento, por si mesmo, provê apoio para a crença de que desde a ressurreição Deus indicou o primeiro dia da semana para ser observado como sábado”.[29] Ele reconhece: “Tornar-se observador do sábado do sétimo dia é o único curso de ação consistente para qualquer pessoa que sustente possuir todo o Decálogo, a força de lei moral.”[30]

Se não existem evidências bíblicas de que Cristo ou os discípulos mudaram o dia de adoração do sábado para o domingo, por que tantos cristãos aceitam hoje este último dia?

O Surgimento da Observância do Domingo

A mudança do sábado para o domingo, como dia de adoração, ocorreu gradualmente. Não existem evidências de santificação semanal do domingo por parte dos cristãos antes do segundo século, mas as evidências indicam que por volta da metade desse século alguns cristãos observavam voluntariamente o domingo como dia de adoração, não como dia de repouso.[31]

A igreja de Roma, composta em grande medida de crentes gentios (Rom. 11:13), liderou a tendência no tocante à adoração dominical. Em Roma, a capital do Império, existiam fortes sentimentos anti-judaicos, os quais se tornaram ainda mais fortes com o passar do tempo. Reagindo a tais sentimentos, os cristãos da cidade procuraram mostrar que eram diferentes dos judeus. Abandonaram algumas práticas que tinham em comum com os judeus e iniciaram a tendência de afastar-se da adoração no sábado, caminhando gradualmente para a adoração exclusiva no domingo.[32]

Do segundo ao quinto séculos, à medida que crescia a influência do domingo, os cristãos prosseguiram observando o sábado em praticamente todos os lugares do Império Romano. Sócrates, historiador do quinto século, escreveu: “Praticamente todas as igrejas do mundo celebram os sagrados mistérios no sábado, todas as semanas, embora as igrejas cristãs de Alexandria e Roma, por conta de algumas tradições antigas, tenham deixado de fazê-lo.”[33]

No quarto e quinto séculos, muitos cristãos adoravam tanto no sábado quanto no domingo. Sozomen, outro historiador desse período, escreveu: “O povo de Constantinopla, e praticamente de todos os demais lugares, reúnem-se no sábado, bem como no primeiro dia da semana, costume este nunca observado em Roma ou Alexandria.”[34] Essas referências indicam a liderança de Roma no processo de abandono do sábado como dia de guarda.

Por que razão aqueles que estavam abandonando o sábado como dia de adoração escolheram o domingo, e não qualquer outro dia da semana? A razão principal é que Jesus havia ressuscitado no domingo; de fato, alegava-se que Ele autorizara a adoração dominical. “Mas, estranho como possa parecer, nenhum autor do segundo e terceiro séculos jamais citou um único texto bíblico como prova da autorização de se observar o domingo em lugar do sábado. Nem Barnabé, nem Inácio, nem Justino, nem Irineu, nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria, nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor que tenha vivido próximo ao período em que Jesus vivera, conhecia qualquer instrução a esse respeito, deixada por Jesus ou por qualquer texto bíblico.”[35]

A popularidade e influência que a veneração do Sol por parte dos pagãos do império trazia consigo, indubitavelmente contribuiu para tornar crescente a aceitação do domingo como dia de adoração. A adoração do Sol ocupava lugar importante no mundo antigo. Representava “um dos mais antigos componentes da religião romana”. Em virtude dos cultos orientais ao Sol, “a partir da porção inicial do segundo século d.C., o culto do Sol Invictus tornara-se dominante em Roma e em outras partes do império”.[36]

Essa religião popular exerceu impacto sobre a igreja cristã primitiva através dos novos conversos. “Conversos cristãos provenientes do paganismo sentiam-se constantemente atraídos em direção à veneração do Sol. Isto é indicado não apenas pela freqüente condenação da prática por parte dos Pais da igreja, como também pelos significativos reflexos da adoração do Sol na liturgia cristã.”[37]

O quarto século testemunhou a introdução de leis dominicais. Em primeiro lugar, foram impostas leis dominicais de caráter civil, depois vieram as leis dominicais de caráter religioso. O imperador Constantino estabeleceu o primeiro decreto dominical civil em 7 de março de 321 d.C. Em vista da popularidade do domingo entre os adoradores pagãos do Sol e da estima que muitos cristãos lhe dedicavam, Constantino tinha a esperança de que, tornando o domingo um dia santo, obteria ele o apoio das duas correntes em favor de seu governo.[38]

O decreto dominical de Constantino refletia suas próprias origens como adorador do Sol. Diz o texto: “No venerável Dia do Sol [venerabili die Solis] devem os magistrados e as pessoas que residem nas cidades descansar, e devem fechar todas as casas de comércio. No campo, entretanto, as pessoas envolvidas na agricultura podem livre e legalmente continuar com suas tarefas.”[39]

Várias décadas mais tarde, a Igreja seguiu o seu exemplo. O Concílio de Laodicéia (encerrado em 364 d.C.), o qual não foi um concílio universal, e sim apenas Católico Romano, emitiu a primeira lei dominical eclesiástica. No cânone 29, a Igreja estabeleceu que os cristãos deveriam honrar o domingo e “se possível, não trabalhar neste dia”, ao mesmo tempo em que se denunciava o repouso no sábado, instruindo os cristãos a não ficarem “inativos no sábado [grego sabbaton, ‘sábado’], pois deveriam trabalhar neste dia”.[40]

Em 538 d.C., o ano que marcou o início do período profético de 1.260 anos (veja o capítulo 12 deste livro), o Terceiro Concílio de Orleans da Igreja Católica Romana emitiu uma lei ainda mais severa que a de Constantino. O cânone 28 desse concílio diz que no domingo “mesmo a agricultura deve cessar seus labores, de modo que as pessoas não sejam privadas de freqüentar a igreja”.[41]

Mudança Profetizada.

A Bíblia revela que a observância do domingo como instituição cristã tem sua origem no “mistério da iniqüidade” (II Tess. 2:7), o qual já se encontrava em operação nos dias de Paulo (veja o capítulo 12 deste livro). Por meio da profecia de Daniel 7, Deus revelara Seu conhecimento antecipado quanto à mudança do dia de adoração.

A visão de Daniel retrata um ataque contra a lei de Deus e contra Seu povo. O poder atacante, representado por um chifre pequeno (e por uma besta em Apoc. 13:1-10), traz consigo a grande apostasia no seio da igreja cristã (veja o capítulo 12 deste livro). Surgindo a partir da quarta besta e tornando-se um grande poder perseguidor depois da queda de Roma (veja o capítulo 18), o chifre pequeno efetua tentativas no sentido de “mudar os tempos e a lei” (Dan. 7:25). O poder apóstata obtém grande sucesso em enganar a maior parte do mundo, mas no final o julgamento será pronunciado contra ele (Dan. 7:11, 22 e 26). Durante a tribulação final, Deus intervirá em favor de Seu povo e o livrará (Dan. 12:13).

Essa profecia corresponde a apenas um poder dentro do cristianismo. Existe apenas uma organização religiosa que pretende possuir as prerrogativas para modificar leis divinas. Observe o que as autoridades católico-romanas têm reivindicado ao longo da História:

Por volta de 1400 d.C., Pedro de Ancarano afirmou que “o papa pode modificar a lei divina, uma vez que seu poder não provém do homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com pleno poder para comprometer ou liberar suas ovelhas”.[42]

O impacto dessa surpreendente assertiva foi sentido durante a Reforma. Lutero dizia que as Sagradas Escrituras, e não a tradição da Igreja, representavam o guia de sua vida. Seu lema foi sola escriptura – “a Bíblia e a Bíblia somente”. John Eck, um dos mais destacados defensores da fé católica romana, atacou Lutero neste ponto, reivindicando que a autoridade da Igreja se encontrava acima da das Escrituras. Ele desafiou Lutero no tocante à observância do domingo em lugar do sábado. Disse Eck: “As Escrituras ensinam: ‘Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’, etc. Entretanto, a Igreja mudou o sábado para o domingo com base em sua própria autoridade, e para isto você [Lutero] não tem Escritura.”[43]

Por ocasião do Concílio de Trento (1545 a 1563), convocado pelo papa com a finalidade de conter o protestantismo, Gaspare de Fosso, arcebispo de Reggio, trouxe outra vez o assunto à baila, dizendo: “A autoridade da Igreja é, pois, ilustrada mais claramente pelas Escrituras; pois ao passo que de um lado ela [a Igreja] as recomenda, declara-as como divinas [e] no-las oferece para serem lidas... por outro lado, os preceitos legais das Escrituras, ensinados pelo Senhor, cessaram em virtude da mesma autoridade [da Igreja]. O sábado, o mais glorioso dia da lei, foi modificado para o Dia do Senhor... Estes e outros assuntos similares não cessaram em virtude dos ensinamentos de Cristo (pois Ele declarou que não veio para destruir a lei e sim para cumpri-la), mas foram modificados pela autoridade da Igreja.”[44]

Porventura mantém a igreja ainda essa posição? Na edição de 1977 do The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine aparece esta série de perguntas e respostas:
“P. Qual é o sábado?
“R. O sábado é o sétimo dia.
“P. Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
“R. Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo.”[45]

Em seu best-seller, The Faith of Millions (1974), o erudito católico romano John A. O’Brien chegou a esta constrangedora conclusão: “Uma vez que o sábado, e não o domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-católicos que professam obter sua religião diretamente da Bíblia e não da Igreja, observem o domingo em lugar do sábado? Sim, efetivamente, isto é inconsistente.” O costume da observância do domingo, diz ele, “repousa sobre a autoridade da Igreja Católica, e não sobre um texto explícito da Bíblia. Esta observância permanece como uma lembrança da Igreja-Mãe, da qual as seitas não-católicas se originaram – tal como um garoto que foge de casa mas ainda carrega em seu bolso uma fotografia da mãe ou uma mecha de seus cabelos”.[46]

A pretensão de possuir semelhantes prerrogativas cumpre a profecia e contribui para a identificação do poder representado pelo chifre pequeno.

A Restauração do Sábado.

Em Isaías 56 e 58, Deus convida Israel para a reforma do sábado. Revelando as glórias da futura reunião dos gentios em Seu rebanho (Isa. 56:8), Ele associa o sucesso desta missão salvadora com a santificação do sábado (Isa. 56:1, 2, 6 e 7).

Ele esboça cuidadosamente a obra específica de Seu povo. Embora a sua missão seja de extensão mundial, ela se dirige especialmente para uma classe de pessoas que professam ser crentes mas que em realidade se apartaram de Seus preceitos (Isa. 58:1 e 2). Ele expressa a Sua missão para estes professos crentes nos seguintes termos: “Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável. Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor” (Isa. 58:12-14).

A missão do Israel espiritual constitui um paralelo da que pertencia ao Israel antigo. A lei de Deus foi quebrada quando o poder do chifre pequeno modificou o sábado. Da mesma forma como o sábado, calcado a pés, deveria ser restaurado em Israel, assim nos tempos modernos a divina instituição sabática deve ser restaurada e a brecha na parede da lei de Deus deve ser reparada.[47]

É a proclamação da mensagem de Apocalipse 14:6-12, em conexão com o evangelho eterno, que haverá de cumprir essa obra de restauração e exaltação da Lei. E é a proclamação desta mensagem que representa a missão da igreja de Deus nos dias que antecedem o Segundo Advento (veja o capítulo 12 deste livro). Esta mensagem deve circundar o mundo, convidando todas as pessoas a que se preparem para a hora do julgamento.

As palavras que exortam à adoração do Criador, “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apoc. 14:7), constitui uma referência direta ao quarto mandamento da eterna Lei de Deus. Sua inclusão nesta advertência final confirma o interesse especial de Deus em ter Seu sábado, tão amplamente esquecido, restaurado antes do Segundo Advento.

A apresentação desta mensagem precipitará um conflito que envolverá o mundo inteiro. A questão central será a obediência à Lei de Deus e a observância do sábado. Em face a este conflito, todas as pessoas terão de decidir se guardarão os mandamentos de Deus ou os dos homens. Esta mensagem produzirá um povo que irá guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Aqueles que a rejeitarem acabarão recebendo a marca da besta (Apoc. 14:9 e 12; veja o capítulo 12 deste livro).

O bom desempenho da missão de glorificar a Lei de Deus e honrar o Seu negligenciado sábado, dependerá, por parte do povo de Deus, da observância consistente e amorável do sagrado dia de sábado.

A Observância do Sábado

Para nos “lembrarmos” do dia de sábado e o conservarmos santo (Êxo. 20:8), necessitamos pensar nele durante toda a semana, efetuando os preparativos necessários para que possamos observá-lo de maneira que agrade a Deus. Deveríamos ser cuidadosos em não exaurir nossas energias durante a semana, a tal ponto que no sábado não nos sintamos em condição de participar dos serviços sabáticos.

Pelo fato de ser o sábado um dia de comunhão especial com Deus, no qual somos convidados a celebrar Sua graciosa atividade como Criador e Redentor, é importante que afastemos de nós tudo que possa contribuir para reduzir sua sagrada atmosfera. A Bíblia especifica que durante o sábado devemos cessar nossas atividades seculares (Êxo. 20:10), evitando todo trabalho relizado para ganhar a vida, e todas as transações comerciais (Nee. 13:15-22). Devemos honrar a Deus não seguindo os nossos próprios caminhos, não pretendendo fazer a nossa vontade, nem falando palavras vãs (Isa. 58:13). Se devotarmos esse dia ao nosso próprio agrado, se nos envolvermos em conversas seculares ou em seculares interesses e pensamentos, ou se nos envolvermos em esportes, afastar-nos-emos da comunhão com o nosso Criador e violaremos a santidade do sábado.[48] Nossa preocupação com o mandamento do sábado deveria estender-se a todos os que se acham sob a nossa jurisdição – nossos filhos, aqueles que nos prestam serviço, e mesmo as nossas visitas e os nossos animais (Êxo. 20:10), de modo que também eles possam desfrutar as bênçãos do sábado.

O sábado se inicia no pôr-do-sol da sexta-feira e finaliza-se no pôr-do-sol do sábado (Gên. 1:5; cf. Mar. 1:32).[49] As Escrituras consideram o dia que antecede o sábado (sexta-feira) como o dia de preparação (Mar. 15:42) – um dia em que nos devemos preparar para o sábado, de tal modo que nada venha a deteriorar a sua santidade. Nesse dia, aqueles que têm o dever de preparar a alimentação da família deveriam preparar a comida para o sábado, de modo que durante as horas sagradas eles possam também repousar de seus labores (Êxo. 16:23; Núm. 11:8).

Ao se aproximarem as sagradas horas do sábado, é bom que os membros da família ou grupos de crentes se reúnam, pouco antes do pôr-do-sol, para juntos cantar, orar e estudar a Palavra de Deus, convidando desse modo o Espírito Santo como hóspede bem-vindo. Da mesma forma, deveriam assinalar o término do dia sagrado com o mesmo tipo de reunião, suplicando a presença e orientação de Deus ao longo da semana que está começando.

O Senhor estimula Seu povo a converter o dia de sábado em dia deleitoso (Isa. 58:13). Como podem eles obter essa experiência? Somente se seguirem o exemplo de Cristo, o Senhor do sábado, é possível conservar a esperança de experimentar real satisfação e a alegria que Deus tem preparado para este dia.

Cristo adorava regularmente aos sábados, participando de cerimônias e instruindo as pessoas em assuntos religiosos (Mar. 1:21; 3:1-4; Luc. 4:16-27; 13:10). Mas Ele fazia mais do que simplesmente prestar culto. Desfrutava de comunhão com outros (Mar. 1:29-31; Luc. 14:1), gastava parte do tempo fora de casa (Mar. 2:23) e praticava sagrados atos de misericórdia. Sempre que possível, curava os enfermos e aflitos (Mar. 1:21-31; 3:1-5; Luc.13:10-17; 14:2-4; João 5:1- 15; 9:1-14).

Quando criticado face a Suas obras de alívio ao sofrimento, Jesus replicou: “É lícito, nos sábados, fazer o bem” (Mat. 12:12). Suas atividades curadoras não transgrediram o sábado, muito menos o aboliram. Mas elas significaram o fim do pesado fardo de regulamentos humanos que haviam conduzido à distorção do significado do sábado como instrumento divino de refrigério e deleite espirituais.[50] Deus pretendia que o sábado servisse para o enriquecimento espiritual da humanidade.

Atividades que estimulem a comunicação com Deus são apropriadas; aquelas que nos desviam do propósito de conservar santo esse dia são inapropriadas.

O Senhor do sábado convida a todos a que sigam o Seu exemplo. Aqueles que atendem o Seu chamado desfrutam do sábado como dia de deleite e festa espiritual – um antegozo do Céu. Descobrem que “o sábado foi designado por Deus para prevenir o desencorajamento espiritual. Semana após semana, o sétimo dia conforta a nossa consciência, assegurando-nos que, a despeito de nossos caracteres imperfeitos, somos completos em Cristo. Suas realizações no Calvário servem como nossa expiação. Ingressamos em Seu repouso”.[51]

Referências:
[1]. John N. Andrews, History of the Sabbath, 2a edição, ampliada (Battle Creek, MI: Seventh-day Adventist Publishing Assn., 1873), 3a edição, ampliada, pág. 575.
[2]. SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 1, pág. 220.
[3]. Ibidem.
[4]. J. L. Shuler, God’s Everlasting Sign (Nashville, TN: Southern Publ. Assn., 1972), págs. 114-116; M. L. Andreasen, The Sabbath (Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1942), pág. 248; Wallemkampf, “The Baptism, Seal and Fullness of the Holly Spirit” (manuscrito não-publicado), pág. 48; E. G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 307; O Grande Conflito, págs. 613 e 640.
[5]. E. G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 307.
[6]. Wallemkampf, op. cit., pág. 48.
[7]. SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 1, pág. 605.
[8]. “Sabbath”, SDA Encyclopedia, edição revista, pág. 1.239.
[9]. “Sabbath, Annual”, Ibidem, pág. 1.265.
[10]. Jonathan Edwards, The Works of President Edwards (New York: Leavitt e Allen, 1852, reprodução da edição de Worcester), vol. 4, pág. 622. Os puritanos consideram o domingo como sendo o sábado cristão.
[11]. Interessante observar que foi num “grande dia” que Jesus repousou no sepulcro – pois aquele sábado era tanto o sétimo dia da semana quanto o primeiro dia da Semana dos Pães Asmos. Que dia extraordinário para que ali culminasse a redenção! O “está muito bom” da Criação fundiu-se com o “está feito” da Redenção, uma vez que o Autor e Consumador uma vez mais repousou diante de Sua obra completa.
[12]. Samuele Bacchiocchi, Rest for Modern Man (Nashville: Southern Publ. Assn., 1976), págs. 8 e 9.
[13]. “Sabbath”, SDA Encyclopedia, edição revista, pág. 1.244. Veja também SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 7, págs. 205 e 206; cf. E. G. White, “The Australia Camp Meeting”, Review and Herald, 7 de janeiro de 1896, pág. 2.
[14]. Veja SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 7, págs. 735 e 736. Cf. E. G. White, Atos dos Apóstolos, pág. 581.
[15]. “Sabbath”, SDA Encyclopedia, pág. 1.237.
[16]. A. H. Strong, Systematic Theology, pág. 408.
[17]. E. G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 48.
[18]. Bacchiocchi, op. cit., pág. 15.
[19]. Ibidem, pág. 19.
[20]. E. G. White, Testimonies, vol. 6, pág. 350.
[21]. Andreasen, op. cit., pág. 25.
[22]. O legalismo pode ser definido como “tentativa de obter a salvação por meio de esforços individuais. Ele se conforma com a lei e certas observâncias como meios de justificação perante Deus. Isso é um equívoco, pois ‘pelas obras da lei nenhuma carne será justificada à Sua vista’ (Rom. 3:20)” (Shuler, God’s Everlasting Sign, pág. 90). Shuler prossegue: “Aqueles que denunciam a observância do sábado como legalismo necessitam considerar o seguinte: se um cristão que experimentou o novo nascimento se restringe da adoração a falsos deuses e mantém reverência, segundo é ordenado pelo primeiro e terceiro mandamentos, está ele se opondo à salvação pela graça? São a pureza, a honestidade e a verdade, conforme advogados pelo sétimo, oitavo e nono mandamentos, opostos à livre graça de Deus? A resposta é NÃO face a ambas as questões. Em sendo assim, a guarda do sétimo dia por uma alma renovada não constitui legalismo, tampouco é ela contrária à salvação pela graça somente. Efetivamente, o mandamento do sábado é o único preceito da Lei que foi estabelecido como sinal de libertação do pecado e santificação exclusivamente pela graça” (Ibidem).
[23]. Ibidem, pág. 89.
[24]. Ibidem, pág. 94.
[25]. Andreasen, Sabbath, pág. 105.
[26]. The SDA Bible Commentary, edição revista. vol. 7, pág. 420.
[27]. Ibidem
[28]. James Gibbons, The Faith of Our Fathers, 47a edição revista e ampliada (Baltimore: John Murphy & Co., 1895), págs. 111 e 112. R. W. Dale, um congregacionalista, disse: “É bastante claro que, não importa quão rígida ou devotamente observemos o domingo, não estamos guardando o sábado... O sábado fundamentou-se num mandamento divino específico. Não podemos pleitear a existência de semelhante mandamento em favor da observância do domingo” (R. W. Dale, The Ten Commandments, 4a edição [Londres: Hodder & Stoughton, 1884], pág. 100).
[29]. Andrew T. Lincoln, “From Sabbath to Lord’s Day: A Biblical and Theological Perspective”, in From Sabbath to Lord’s Day: A Biblical, Historical and Theological Investigation, edição de D. A. Carson (Grand Rapids: Zondervan, 1982), pág. 386.
[30]. Ibidem, pág. 392.
[31]. Veja Justino Mártir. First Apology, in Ante-Nicene Fathers (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1979), vol. 1, pág. 186; Maxwell, God Cares (Mountain View, CA: Pacific Press, 1981), vol. 1, pág. 130.
[32]. Veja, por exemplo, Bacchiocchi. “The Rise on Sunday Observance in Early Christianity”, in The Sabbath in Scripture and History, edição de Kenneth A. Strand (Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1982), pág. 137; Bacchiocchi, From Sabbath to Sunday (Roma: Pontifical Gregorian University Press, 1977), págs. 223-232.
[33]. Sócrates, Ecclesiastical History, livro 5, cap. 22, transcrito em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2a série (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1979), vol. 2, pág. 132.
[34]. Sozomen, Ecclesiastical History, livro 7, cap. 19, transcrito em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2a série, vol. 2, pág. 390.
[35]. Maxwell, God Cares, vol. 1, pág. 131.
[36]. Gaston H. Halsberghe, The Cult of Sol Invictus (Leiden: E. J. Brill, 1972), págs. 26 e 44. Veja também Bacchiocchi, “Rise of Sunday Observanse”, pág. 139.
[37]. Bacchiocchi, “Rise of Sunday Observanse”, pág. 140. Veja também Bacchiocchi, From Sabbath to Sunday, págs. 252 e 253.
[38]. Veja, por exemplo, Maxwell, God Cares, vol. 1, pág. 129; H. G. Heggtveit, Ilustreret Kirkehistorie (Christiania, Oslo: Cammermeyers Boghandel, 1891-1895). pág. 202, conforme transcrito em SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, pág. 1.000.
[39]. Codex Justinianus, livro 3, título 12,3 – transcrito em Schaff, History of the Christian Church, 5a edição (New York: Charles Scribner, 1902), vol. 3, pág. 380, nota no 1.
[40]. Concílio de Laodicéia, Cânone 29, in Charles J. Hefele, A History of the Councils of the Church From the Original Documents, tradução e edição de Henry N. Oxenham (Edinburg: T. & T. Clark, 1876), vol. 2, pág. 316. Veja também SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, pág. 885.
[41]. Giovanni Dominico Mansi, editor, Sacrorum Conciliorum, vol. 9, col. 919, conforme citado por Maxwell, God Cares, vol. 1, pág. 129. Citado parcialmente em Andrews, History of the Sabbath and First Day of the Week, pág. 374.
[42]. Lucius Ferraris, “Papa”, art. 2, Prompta Bibliotheca (Venice: Caspa Storti, 1772), vol. 6, pág. 29, conforme transcrito em SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, pág. 680.
[43]. John Eck, Enchiridion of Commonplaces Against Luther and Other Enemies of the Church, tradução de Ford L. Battles, 3a edição (Grand Rapids: Baker, 1979), pág. 13.
[44]. Gaspare [Ricciulli] de Fosso, Pronunciamento na 17a Sessão do Concílio de Trento, 18 de janeiro de 1562, in Mansi, Sacrorum Conciliorum, vol. 33, cols. 529 e 530, conforme transcrito em SDA Bible Students’ Source Book, edição revista, pág. 887.
[45]. Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine (Rockford, IL: Tan Books and Publ., 1977), pág. 50.
[46]. John A. O’Brien, The Faith of Millions, edição revista (Huntington, IN: Our Sunday Visitor Inc., 1974), págs. 400 e 401.
[47]. E. G. White, O Grande Conflito, págs. 451-453.
[48]. E. G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 3. pág. 258.
[49]. Nas Escrituras, conforme deixa claro a história da Criação, os dias são contados de pôr-de-sol a pôr-desol (Lev. 23:32).
[50]. Porventura o exemplo de Cristo ordena que os hospitais devem permanecer abertos durante os sete dias da semana. sem prover qualquer oportunidade de descanso sabático para o seu quadro de pessoal? Compreendendo as necessidades do pessoal hospitalar, E. G. White escreveu: “O Salvador nos mostrou por Seu exemplo que é correto aliviar o sofrimento neste dia; mas médicos e enfermeiros não devem fazer trabalho desnecessário. Tratamentos comuns, e operações que podem esperar, devem ser deixados para o dia seguinte. Seja conhecido dos pacientes que os médicos precisam ter um dia de descanso.” – Medicina e Salvação, pág. 214. O pagamento recebido por tais serviços médicos deve ser separado para fins caritativos. White escreveu: “Pode ser mesmo necessário devotar as horas do santo sábado ao alívio da humanidade sofredora. Mas os honorários por esse trabalho devem ser recolhidos à tesouraria do Senhor, a fim de serem usados em favor de pobres merecedores, que necessitem de tratamento médico e não podem pagar.” (Ibidem, pág. 216). [51]. . George E. Vandeman, When God Made Rest (Boise, ID: Pacific Press, 1987). pág. 21.