Os Incompreensíveis Caminhos de Deus
                                                  Raabe


Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou o rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão [...] e [...] Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que Se chama o Cristo. Mateus 1:5-16

Deus nos aceita assim como somos, mas, logo a seguir e no momento oportuno, Ele dá início a um trabalho de aprimoramento espiritual através da obra regeneradora do Espírito Santo. Assim foi com Raabe e, talvez, tenha sido também comigo e com você.

É desnecessário falar da vida pregressa dessa mulher. Ela foi tudo o que você, talvez, esteja pensando a seu respeito, mas Deus a transformou e seu nome, hoje, faz parte da galeria de pessoas ilustres mencionadas em Hebreus 11, como heroína da fé.

Quando ela escondeu os espias, mentindo aos soldados que eles já tinham ido embora, salvando, assim, a vida daqueles dois homens, não havia tempo de doutriná-la sobre as normas da religião. Mas, quando Jericó já havia sido conquistada e a normalidade voltou ao arraial, chegou o momento da doutrinação. Tanto Raabe como seus familiares tiveram que passar por uma espécie de quarentena, fora do acampamento (Js 6:23), e ali eles foram instruídos na religião de Jeová. Abandonaram as práticas pagãs, inclusive a mentira, sendo então, recebidos como integrantes da comunidade hebraica, ou seja, recebidos como membros da igreja de Deus.

Segundo o Comentário Bíblico, tudo indica que só então Raabe casou-se com Salmom, príncipe de Judá, tornando-se mãe de Boaz e passando a prefigurar entre os antepassados de nosso Salvador.

Eis outra lição sobre Raabe: Se ela quisesse se salvar, deveria colocar, na mesma janela por onde os espias desceram, um fio de escarlata, que ali deveria permanecer até a destruição de Jericó. Seria uma demonstração de confiança numa promessa. Quem estivesse dentro da casa onde estava o cordão de escarlata não seria morto (Js 2:18, 19), à semelhança do sangue colocado nos batentes da porta das casas dos israelitas quando foi instituída a Páscoa, ao saírem do Egito. Ninguém deveria sair da casa até o dia seguinte, para não morrer ao passar o anjo destruidor (Êx 12:22). Tanto num caso como no outro, o simbolismo apontava para o sangue de Cristo, como segurança, proteção e salvação.

REFLEXÃO: “Então, os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela” (Js 2:21)