O Presente Mais Bonito

Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nEle se refugia! Salmo 34:8.

Era o Dia das Mães, e eu queria visitar minha mãe que morava em São Paulo, a uns 180 quilômetros da minha casa. Como pastor da igreja, meu esposo tinha a agenda cheia para aquele dia e não poderia levar-me.

Para mim, seria impossível viajar sozinha com nossos meninos, Wesley, de 3 anos, e Willer, com apenas 5 meses de idade. Participei das festividades do Dia das Mães na praça da cidade e almocei com alguns amigos da igreja, mas na verdade eu estava triste porque não podia visitar minha mãe.

O dia estava terminando. Haveria um programa do Dia das Mães na igreja, mas meu esposo havia saído para um compromisso que tinha naquela noite. Comecei a sentir pena de mim mesma. Que dia! Não o passei com minha mãe, meu esposo não me deu atenção por causa das suas atividades, e agora nem mesmo posso assistir ao programa do Dia das Mães!

Deprimida, coloquei as crianças na cama e logo caí no sono também. Então, fui despertada por meu esposo, dizendo que havia um casal na sala, querendo falar comigo.

Sonolenta, entrei na sala e eles me disseram: – Fomos os primeiros a chegar ao local do acidente e oferecemos os primeiros socorros ao seu marido.

Foi então que realmente olhei para o meu esposo. Ele estava pálido e com o braço engessado. – E o carro? – perguntei.

– É melhor não vê-lo – disse ele. – A única coisa que sobrou foram os assentos.

Se eu e as crianças estivéssemos com ele, certamente eu teria ficado gravemente ferida, e talvez as crianças não houvessem sobrevivido. De repente acordei, agradecida pelo meu maravilhoso presente do Dia das Mães – a vida do meu querido esposo e dos meus filhos.

Realmente, não entendi quando meu esposo não quis me levar ao programa. Ele sabia que não gosto de perder esse culto especial. Mas logo entendi que Deus estava cuidando de tudo e não permitiu que eu saísse de casa com meus pequenos naquela noite chuvosa.

Muito obrigada, Jesus, por minha vida e a dos filhos que me deste!

(Elza C. dos Santos)