A Carta Perdida

Reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Lucas 15:8, 9.

Não é uma experiência agradável perder alguma coisa. Minha amiga e eu crescemos juntas na mesma igreja e frequentamos a mesma escola. Nossas famílias acampavam juntas. Brincávamos juntos e apreciávamos a companhia uns dos outros. Quando crescemos e nos casamos, nossos caminhos se separaram, ao tomarmos rumos diferentes. Perdemos o contato uma com a outra por vários anos; então, por fim, encontramo-nos outra vez.

O marido dela havia falecido após uma rápida enfermidade. Ela se sentia solitária e precisava de apoio e consolo. Escolher as palavras certas para expressar solidariedade nem sempre é fácil em situações como essa. Todavia, procurei encorajá-la, enviando regularmente cartas, poemas, cartões e artigos animadores. Também a convidei a participar das atividades do nosso grupo de mulheres.

Quando ela assistiu a um desjejum de oração, num domingo de manhã, entreguei-lhe uma carta. Ela saiu enquanto eu estava ocupada no salão.

Na segunda-feira à noite o telefone tocou. Ela parecia frustrada. Havia procurado sua carta em todo canto, mas não estava em lugar nenhum. Apelou para que eu fizesse o favor de verificar no sanitário do salão, onde ela havia trocado os sapatos. A carta devia ter caído de sua bolsa, sem que ela percebesse.

Eu sabia que a chance de encontrá-la era mínima, já que tantas mulheres haviam estado presentes. Quem quer que tivesse apanhado a carta podia ter visto o nome, dando-a a alguém com o mesmo nome e inicial em nossa igreja. Essa era uma carta pessoal, e me preocupei com o fato de poder cair em mãos erradas. Na terça-feira à tarde voltei ao salão, procurando e perguntando se alguém havia encontrado uma carta. Minha preocupação não conhecia limites; era meu único assunto. Na noite de quarta-feira, o telefone tocou. A carta fora encontrada e estava em mãos seguras. Senti um grande júbilo. Contei a todas as minhas amigas e vizinhas que a carta perdida fora encontrada.

Isso me fez pensar no que acontece no Céu, quando uma filha perdida de Deus é encontrada. Ah, que regozijo! Cada uma de nós é tão única e valiosa para Deus!

(Priscilla E. Adonis)