Quando a culpa desaparece

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. I João 1:9.

Quando dirigi uma campanha evangelística em Estocolmo, na Suécia, visitei uma agente de viagens da cidade. Ao conversarmos sobre assuntos espirituais, ela disse: "Sempre quis perguntar a um pastor: O aborto é pecado?" Entre lágrimas, ela contou a história de um amor impossível, uma gravidez indesejada e a decisão de abortar, após quatro meses de gestação.

Depois de romper o primeiro casamento, ela conheceu um homem pelo qual apaixonou-se. Namoraram por seis meses e ele prometeu casar-se com ela. Logo, ela descobriu que estava grávida daquele homem, mas, um dia, ele confessou que era casado e tinha três filhos em outro país. Disse-lhe que precisava deixá-la e voltar para sua família.

A notícia deixou-a devastada. Com o colapso desta segunda relação, ela não podia suportar o fato de ter em seu ventre um bebê de um homem que a usara tanto. Fez o aborto, mas nunca mais teve paz. O sentimento de culpa, por haver tirado uma vida inocente, a oprimia por 18 anos. Então lhe expliquei que quando Cristo pediu: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Luc. 23:34), Seu perdão se estendia também a ela. Juntos, lemos I João 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados."

"Diz o texto", perguntei, "‘se confessarmos os nossos pecados...’ exceto o aborto?" "Oh, não!", ela respondeu. Seus olhos se encheram de lágrimas. Ela compreendera que as promessas de Deus são verdadeiras. Apegou-se pela fé à promessa divina. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados." E voltou a sentir paz.

O perdão está enraizado na própria natureza divina e disponível a nós o tempo todo. A confissão apenas abre nosso coração para recebê-lo. Faça isso hoje. Deixe que Ele lave a sua culpa com as maravilhas do Seu amor.