Justiça

Verso Central: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mateus 5:6).

Leituras para esta semana: Mt 23:25-28; Rm 3:28; 8:4; 10:3; Gl 3:6; 1Jo 2:3-6; 5:1-3

I - Introdução:

Na semana passada, terminamos nosso estudo sobre os nove ramos do fruto do Espírito (Gl 5:22, 23). Nas próximas duas semanas, vamos estudar mais dois: “Porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade” (Ef 5:9). Neste verso, Paulo repete a referência à “bondade” enquanto acrescenta justiça e verdade. Nesta semana, vamos examinar o que é essa “justiça”.

Entendemos justiça de duas formas. Primeiramente, existe a justiça imputada de Cristo, que é o que Jesus fez para nós, a justiça que nos cobre e que é nosso título para o Céu. Em seguida, existe a justiça comunicada de Cristo, que é o que Ele faz em nós, por meio do Espírito Santo, para nos moldar à Sua imagem. Assim entendida, a justiça tem dois componentes inseparáveis, embora todas realmente sejam uma justiça – a justiça de Cristo, sem a qual não teríamos esperança de salvação.

II - A necessidade de justiça

“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28). “Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face” (Sl 11:7). “O caminho do perverso é abominação ao Senhor, mas este ama o que segue a justiça” (Pv 15:9). “Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados” (1Pe 2:24). “A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8:4). “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). “Se sabeis que Ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle” (1Jo 2:29).

Com base nos textos citados acima, responda às perguntas a seguir:

1. Se não podemos ser justificados pela lei, como somos justificados?

2. Embora saibamos que Deus odeia o pecado mas ama os pecadores, que conclusões erradas devemos evitar?

3. Como nossa vida deve ser mudada quando buscamos primeiramente o reino de Deus e Sua justiça?

4. Que significa “praticar a justiça”? Podemos ser justos sem praticar a justiça? Justifique sua resposta.

III - Justiça “faça você mesmo”

5. “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10:3). A respeito de quem Paulo estava falando? Como alguém pode estabelecer sua “própria justiça”? Considerando a natureza humana, por que isso é impossível?

Uma atividade “faça você mesmo” é aquela em que uma pessoa faz algo (como trabalhar em madeira ou consertar a casa) sem treinamento nem ajuda profissional. Em seu sentido mais amplo, é uma atividade na qual alguém faz alguma coisa por iniciativa própria e sem ajuda. De acordo com a Bíblia, porém, é impossível uma justiça do tipo “faça você mesmo”. Não existe nada que possamos fazer por nós mesmos, não importando o esforço que façamos, para ser justos diante de Deus. Nossa justiça é como “trapos da imundícia” (Is 64:6). De fato, procurar alcançar a justiça por nós mesmos frequentemente leva ao resultado oposto.

6. Como Jesus define o problema daqueles que buscam tornar-se justos? Mt 5:20; 23:25-28

O ponto crucial que os cristãos devem entender é que somos totalmente dependentes de Cristo para obter justiça. O que nos torna santos diante de Deus é o que Cristo fez para nós, não o que fazemos. No momento em que perdemos de vista essa verdade, é muito fácil erguer-se o farisaísmo, juntamente com o orgulho e a corrupção interior. Os escribas e fariseus eram os principais exemplos de como acontece isso. Preocupados demais com suas ações exteriores de devoção, eles perderam de vista o que realmente importa.

Pense honestamente em seu cristianismo. Pode ser o caso de que você seja culpado do mesmo pecado dos escribas e fariseus? Como essa armadilha pode ser mais sutil do que pensamos?

IV - Cristo justiça nossa (Rm 5:17)

7. Que acontecimento no passado nos levou a ser condenados? Como podemos nos tornar justos? Rm 5:17-19

8. Se a justiça de Jesus é um dom, como podemos obtê-la? Gl 3:6; Tg 2:23

Em Romanos 5:19, note a ênfase na desobediência e na obediência. A desobediência de um homem, a de Adão, levou todos nós a ser pecadores. Esse é o ensino bíblico básico. O pecado de Adão levou à queda da humanidade. Cada um de nós, todos os dias de nossa vida, está vivendo com os resultados dessa desobediência. Ninguém está imune.

No entanto, o mesmo verso fala também sobre a obediência. Obediência de quem? Claro, a obediência de Cristo, o único que tem a justiça necessária para a salvação, a justiça dada a todos os que receberem a abundância da graça. Realmente, nesse mesmo verso, Paulo diz que aqueles que receberem essa graça “se tornarão justos”. Note: é um dom. Como um dom, ele é imerecido. No momento em que fosse comprado, ou merecido, não mais seria graça (Rm 4:4).

Mas esse não é um dom “cobertor”. A justiça de Cristo não é concedida automaticamente a todos (Rm 5:17). Paulo é claro: ela vem para os que a receberem; isto é, é dada aos que a reivindicarem pela fé – assim como Abraão, que creu em Deus, “e isso lhe foi imputado para justiça” (Gl 3:6).

V - Justiça e obediência (1Jo 2:29)

Embora sejamos cobertos pela justiça de Cristo, essa justiça deve ser revelada em nossa vida. A justiça não é só uma declaração legal. Ela também se torna uma realidade na vida daquele que a possui. Devemos ouvir cuidadosamente as palavras de João: “Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo” (1Jo 3:7).

9. Que engano se propaga a respeito da salvação pela fé mediante a graça?

Justiça é o fruto do Espírito que está relacionado à obediência. Para alguns, a obediência é incompatível com a salvação pela fé. Ocasionalmente, pode-se ouvir: “Agora que você aceitou Jesus como seu Salvador, você não deseja aceitá-Lo como Senhor de sua vida?” A implicação parece ser de que a obediência à vontade de Deus e a salvação são assuntos separados. Essa é uma interpretação equivocada e radical do que é salvação. João escreveu que a vida justa é um indicador verificável dos que têm a salvação.

10. Qual é a evidência de que vivemos a salvação em Jesus Cristo? 1Jo 2:3-6

Quando se levanta a questão da obediência, não é incomum alguém assinalar que não somos salvos pelas obras. Embora não possa haver nenhuma dúvida de que a obediência de Lúcifer à vontade de Deus não o colocou no Céu, devemos ter em mente que foi sua desobediência que o levou a ser expulso. O mesmo se pode dizer de Adão e Eva. Sua obediência não os pôs no Jardim do Éden, mas foi a desobediência à vontade de Deus que resultou em sua expulsão do jardim.

“Justiça é fazer o bem, e é pelos atos que todos serão julgados. Nosso caráter é revelado pelo que fazemos. As obras mostram se a fé é genuína” (Parábolas de Jesus, p. 312).

Como você manifesta o fruto da justiça em sua vida? Que práticas você precisa abandonar porque estão dificultando o fruto da justiça em sua vida? (Seja cuidadoso para não tentar racionalizar o que não tem justificativa!)

VI - A vida justa

“Todos aqueles que creem que Jesus é o Messias são filhos de Deus. E quem ama um pai ama também os filhos desse pai. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e obedecemos aos Seus mandamentos. Pois amar a Deus é obedecer aos Seus mandamentos. E os Seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1Jo 5:1-3).

11. Como João relaciona o amor de Deus com a guarda dos mandamentos? Por que ele juntou todos esses assuntos em uma só declaração?

“Aquele que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim faça – jamais sentirá o prazer da obediência. Não obedece. Quando, por contrariarem a inclinação humana, os reclamos de Deus são considerados um fardo, podemos saber que a vida não é uma vida cristã. A verdadeira obediência é a expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus. A essência de toda justiça é lealdade ao nosso Redentor. Isso nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a justiça é agradável a Deus” (Parábolas de Jesus, p. 97, 98, ênfase fornecida).

E que melhor maneira de inspirar o desejo de ser leal a Deus do que através da contemplação de Seu incrível sacrifício por nós na cruz? Não existe poder em dizermos ao povo que é preciso guardar a lei. O poder está em apontarmos ao povo Jesus e Sua morte substituinte em nosso favor. O poder vem de permitirmos que os pecadores saibam que seus pecados podem ser perdoados em Jesus, e os pecadores podem ser perfeitos diante de Deus sob o manto da justiça de Cristo.

O amor de Deus, e não o medo do inferno e da condenação, deve ser o poder que motiva nossa vida, e nada nos fará amar a Deus mais do que meditar na cruz e nas riquezas e nas promessas que são nossas por meio dela.

VII - Estudo adicional

“Não é bastante crermos que Jesus não é um impostor, e a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. Podemos crer que o nome de Jesus é o único debaixo dos Céus pelo qual devemos ser salvos, e contudo podemos não torná-Lo pela fé nosso Salvador pessoal. Não é bastante crer na teoria da verdade. Não é bastante fazer profissão de fé em Cristo, e ter nosso nome registrado no rol da igreja. ‘Aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele. E nisto conhecemos que Ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado’ (1Jo 3:24). ‘E nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os Seus mandamentos’ (1Jo 2:3). Esta é a evidência genuína da conversão. Qualquer que seja nossa profissão, nada valerá se Cristo não for revelado em obras de justiça” (Parábolas de Jesus, p. 312, 313). Perguntas para consideração

1. Como podemos evitar a armadilha do legalismo, de pensar que nossas obras nos salvarão, ou da graça barata, pensando que nossas obras não têm nada que ver com nossa salvação? Como podemos alcançar o correto equilíbrio? A qual dessas ideias você mais corre o risco de se dirigir: à graça barata ou ao legalismo?

2. Se a salvação pela fé significa mais do que fazer somente uma profissão de fé em Cristo e ter os nomes registrados nos livros da igreja, o que realmente significa? Que é “fé” no sentido bíblico?

Respostas sugestivas para as perguntas:

Pergunta 1: Pela fé em Cristo.
Pergunta 2: Que precisamos ser salvos pela guarda da lei ou que Deus salvará a todos, independente das obras da lei.
Pergunta 3: Daremos prioridade às coisas de Deus.
Pergunta 4: Os justificados estarão dispostos a viver sob o conselho de Deus.
Pergunta 5: Dos que pretendiam alcançar a justiça mediante suas próprias obras. Porque somos por natureza propensos ao pecado e nossa culpa só pode ser resgatada pelo sangue de Jesus Cristo.
Pergunta 6: Tentam fazer o impossível, pois não há em nós poder nenhum que nos salve.
Pergunta 7: O pecado original. Pelo sangue de Jesus.
Pergunta 8: Pela fé.
Pergunta 9: Que ser salvo pela fé é independente de praticar a justiça.
Pergunta 10: O cumprimento da vontade de Deus.
Pergunta 11: O amor nos leva forçosamente a fazer a vontade daquele a quem amamos.


Complemento ao estudo

Resumo do estudo

Texto-chave: Romanos 10:3

DEVEMOS ...
                  Saber:     Que a justiça só é encontrada em Jesus.
                  Sentir:     O desejo de ter paz com Deus e consigo mesmo.
                  Fazer:     Submeter-se completamente à vontade de Deus em Cristo.

ESBOÇO DO APRENDIZADO

I. Saber: Que Jesus é a única fonte de justiça

A. A justiça que salva e santifica só é encontrada em Jesus. Não existe alternativa. Esta verdade fundamental é expressa de diversas maneiras nas Escrituras.

1. Na parábola da videira, como Jesus ilustra que só nEle podemos ser justos?
2. Como uma visão elevada da santidade nos ajuda a entender que a justiça não é obtida pelo esforço humano?
3. De que maneira a justiça própria nos engana?

II. Sentir: Paz com Deus

A. Como a justificação pela fé nos leva à paz com Deus?
B. Que sentimentos provoca o abandono da justiça própria e a submissão a Cristo?

III. Fazer: Justiça e obediência

A. A nação judaica não se submetia à justiça oferecida por Jesus e só confiava na obediência à lei.

1. A obediência é produto da justiça pela fé. Que perigo existe de alguém cair em um comportamento formal e legalista?
2. A maioria dos dons do Espírito se expressa no relacionamento com outras pessoas. Que relação existe entre amor, paz, bondade, amabilidade e justiça pela fé?
3. Como devemos entender a definição que diz que justiça é fazer o certo e evitar o legalismo?

Resumo: Há justiça unicamente em Jesus: Não existe outro caminho para a vitória cristã. Submissão a Cristo e obediência à Sua vontade resulta em crescimento.

Ciclo do aprendizado

Motivação:

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A justiça de Jesus Cristo é a única que satisfaz o padrão divino de santidade. A humanidade é impotente para imitá-la – ou reproduzi-la. É o dom gratuito de Deus, posto à disposição do cristão pela obra do Espírito Santo.

Deus proveu o poder para vivermos em justiça aqui mesmo na Terra. Mas, para fazer isso, devemos aceitar o dom de justiça de Cristo e nos render sem reservas à guia do Espírito Santo quando Ele traz a vida de Jesus à vida do cristão. A promessa de Deus é de que todos os que “têm fome e sede de justiça... serão fartos” (Mt 5:6) – com Jesus!

Não existe maior desafio na vida do cristão do que produzir obras que justifiquem sua profissão de fé. Para muitos, a luta é semelhante à de Sísifo, figura mitológica grega cuja maldição eterna era rolar todo dia uma enorme pedra para o alto de uma colina, só para vê-la descer novamente. O apóstolo Paulo descreveu a luta de Sísifo na vida do fiel quando escreveu: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7:15).

Pense nisto: Discuta com a classe esta pergunta: Como pode ser medida na vida do cristão a obra do Espírito Santo de ensinar a viver com justiça?

Compreensão

O objetivo da seção do Comentário Bíblico desta semana tem três partes: (1) Enfatizar que só Jesus sacia nossa fome e sede de justiça. (2) Demonstrar os perigos de entender mal o dom da justiça de Cristo. (3) Destacar que um conhecimento do ministério de Cristo não é suficiente para fazer o cristão crescer na graça.

Comentário bíblico:

I. Ele é tudo o que precisamos -- Mt 5:6 e Jo 6:32-35

Jesus conhecia o público que se reuniu diante dEle para ouvir o que mais tarde seria chamado o Sermão do Monte. Essas pessoas conheciam os perigos de viver em um lugar com tão pouca chuva anual. Eles entendiam os perigos de se perder no deserto semiárido do antigo Oriente Médio. Com pouca vegetação e escassa provisão da água, saber onde encontrar alimento nunca era considerado de pouca importância. Mas Jesus estava falando de uma fome e sede mais profunda, uma escassez que nunca poderia ser saciada por nenhuma coisa terrestre.

Meses mais tarde, em outro discurso, Jesus desdobrou o que só havia sugerido no Sermão do Monte. Em João 6, Ele voltou ao assunto do motivo da fome de justiça, mas, dessa vez, Ele ofereceu o caminho para resolver o problema. Ele Se ofereceu como o Pão da Vida. Jesus parece dizer: “Tudo o que vocês precisam está em Mim.”

Pense nisto: Para os que têm fome e sede de justiça – tanto a que é atribuída quanto a que é comunicada, Jesus não oferece uma lista do que deveria ou não ser feito. Ele oferece a Si mesmo. Por quê? Por que Jesus simplesmente não deu um código de conduta para a humanidade seguir, como a lei, e lhes desejou boa sorte?

II. Ignorância fatal -- Rm 10:3

Ignorância pode ser felicidade quando se consideram alguns assuntos, mas não é verdade quanto à obra de Jesus. A ignorância nunca é mais fatal do que quando os seres humanos deixam de entender o significado do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus – em resumo, as boas-novas da salvação.

O estudo da lição de segunda-feira destaca que muitos tentam construir uma justiça do tipo “faça você mesmo” para, de alguma forma, tornar-se aceitáveis a Deus. Esse desperdício de tempo e esforço tem origem na incompreensão do que Cristo realizou por nós em Seu ministério terrestre. As boas-novas são que Cristo obteve salvação plena e completa para toda a humanidade! Simplesmente, precisamos aceitá-la por nós mesmos.

Em Romanos 10:3, Paulo se refere à ignorância dos judeus, que deveriam saber que eram impotentes para construir a própria justiça. Eles tinham “zelo por Deus” (v. 2), mas não com entendimento; assim, estabeleceram uma justiça própria, movida pelas próprias obras.

Pense nisto: Por que alguns do povo no tempo de Paulo não entenderam nem aceitaram a justiça de Cristo? Qual é o perigo de repetirmos os mesmos erros? Qual é o antídoto para evitar esse engano?

III. Seja transformado -- Is 64:6 e Rm 12:1, 2

Existe uma verdade mais dura nas Escrituras para os cristãos aceitarem que a de Isaías 64:6? Os seres humanos fazem bem algumas coisas, mas atender ao padrão divino de justiça não é uma delas. Mas as boas-novas são de que não precisamos nos desesperar. O que é isso? Jesus não apenas nos salvou da penalidade final do pecado morrendo por nós a segunda morte; Ele também nos salvou de uma vida pecaminosa. Ele pode produzir boas obras de justiça – em nós.

Na discussão paulina sobre a tendência judaica de tentar tornar-se justo por si mesmo mediante boas obras, ele mencionou seu fracasso de se submeter a Deus (Rm 10:3). Eles “se orgulhavam de seu conhecimento de Deus e da lei divina (Rm 2:17-20) mas, na realidade, recusavam-se a se conformar com a vontade de Deus. ... Nenhum obstáculo à salvação pela graça é tão grande quanto a justiça própria do pecador” (SDA Bible Commentary, v. 6, p. 595). O conhecimento judaico sobre Deus não era acompanhado da disposição de obedecer e ser transformado por Deus.

As boas obras que muitos cristãos desejam produzir a cada dia só podem acontecer quando se submetem à guia de Deus pelo poder interior do Espírito Santo. Este traz a vida de Cristo – juntamente com as boas obras – à vida do cristão e dá eficácia aos seus esforços.

Pense nisto: É difícil submeter a vida inteira a Deus? O que significa submeter-se à guia do Espírito Santo? Que função tem a Palavra de Deus no processo de submissão e entrega?

Aplicação

1. Viver como um cristão vitorioso realmente significa permitir que Jesus viva Sua vida dentro de nós. Esse processo exige que o discípulo de Cristo se submeta à disciplina trazida pela obra do Espírito Santo. Como estas disciplinas espirituais: oração, estudo da Bíblia, serviço, meditação e testemunho, nos ajudam a viver a vida de Cristo?