“Por seus Frutos...”

Verso Central : “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20).

Leituras para esta semana: Lc 13:7-9; Jo 11:4; 12:28; 15:1-10; 2Tm 3:5

I - Introdução:

Uma das promessas mais sensacionais do Senhor é que, se estivermos nEle e Lhe permitirmos produzir fruto em nós por intermédio de Seu Espírito, seremos realmente diferentes. Nossa vida será radicalmente transformada.

“Assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2Co 5:17).

Ao longo deste estudo, dividido em 13 lições, iremos estudar diversas facetas do fruto do Espírito. O plano maravilhoso da salvação nos assegura que “todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3:18).

Aqueles que permanecem em Jesus sempre produzirão o fruto do Espírito. Você já imaginou que essa promessa pode realmente ser para você? A resposta é um sonoro Sim!

Podemos confiar nisso mesmo: “aquele que começou boa obra em vós há de completá-la (Fp 1:6).

Lembre-se de Suas palavras: “Vocês não Me escolheram, mas Eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em Meu nome” (Jo 15:16, NVI). E a melhor notícia ainda é que o bom trabalho que o Espírito Santo está fazendo em nossa vida não é só para agora, mas para a eternidade.

II - “Cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto” (Lc 6:44)

Alguém já lhe perguntou se você recebeu o Espírito Santo? Normalmente, essa é a maneira de descobrir se você fala em “línguas”. Para muitos, falar em línguas é o fator determinante para saber se você demonstra ou não a habitação do Espírito. No entanto, Jesus nos adverte a não procurar certos sinais e milagres exteriores para provar qualquer coisa. Leia Sua clara advertência em Mateus 7:21-23 (veja também Ap 16:14). Jesus diz claramente que milagres inegáveis serão operados em seu nome, mas isso não prova que esses são Seus seguidores fiéis.

De fato, é-nos dito que, nos últimos dias, professos seguidores de Jesus teriam uma forma de piedade mas negariam seu poder (2Tm 3:5).

1. Que trágica realidade de hoje cumpre a predição de Paulo? 2Tm 3:5

“Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas” (Lc 6:43, 44).

Jesus disse que podemos conhecer uma árvore pelos frutos que produz. As pessoas se revelam não tanto pelo que professam mas pelo que são. Os dons do Espírito são dados à igreja para o ministério. O fruto do Espírito é dado aos filhos de Deus a fim de que sua vida seja transformada.

Ser um verdadeiro cristão e produzir bons frutos coloca a ênfase no ser. Um bom ator pode fazer o papel de Mahatma Gandhi, mas nunca poderá ser Mahatma Gandhi. Podemos parecer bons e até parecer fazer o bem. Mas, a menos que o Espírito Santo nos dê um novo coração, nunca poderemos ser bons.

Pense mais nessa distinção entre fazer o bem e ser bom. Primeiro, o que queremos dizer por “bom”? Segundo, uma pessoa pode fazer o bem e não ser boa? Ou pode ser boa e não fazer o bem? Pense em suas respostas.

III - “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5)

Dois garotos estavam descendo por uma árvore frutífera para escapar da janela de seu quarto no segundo andar e ir nadar sem a permissão dos pais. Um dia, eles ouviram o pai dizer que ia cortar a árvore porque estava morta. Com medo de perder seu caminho de fuga, eles foram à loja e compraram maçãs artificiais, que amarraram nos galhos da árvore morta. Na manhã seguinte, o pai expressou seu assombro por ver maçãs que pareciam ter crescido durante a noite, especialmente porque a árvore era uma pereira!

Leia João 15:1-5 e responda às perguntas seguintes:

2. Por que Jesus enfatizou ser Ele mesmo a Videira verdadeira? (Veja também Mt 24:24.)

3. De acordo com João 15:5, que parte da videira Jesus disse que somos? O que significa isso em nível prático; isto é, o que nos diz sobre como devemos viver?

O verso 4 explica que um ramo não pode produzir fruto a menos que esteja conectado à videira. Este é um ponto crucial, que não devemos perder.

Imagine um galho que acabasse de cair de uma macieira. Suponha que o ramo tivesse várias maçãs quase maduras. O que logo aconteceria ao galho? E às maçãs? Faria alguma diferença se pintássemos as maçãs de um vermelho vivo? Suponha que regássemos o galho ou puséssemos fertilizante no solo ao redor? O galho continuaria a produzir mais maçãs se puséssemos o talo no chão? Então, por que estar ligado ao tronco (a videira) é tão essencial para o ramo?

Como você produz bons frutos em Jesus? O que significa isso? O que teria que mudar em sua vida para tornar essa uma experiência diária? Que práticas e hábitos você está cultivando, que tornam mais difícil permanecer nEle?

IV - “Nisto é glorificado Meu Pai” (Jo 15:8)

4. “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão Meus discípulos” (Jo 15:8, NVI). Qual é o objetivo de produzirmos frutos?

Você já ouviu a declaração: “É possível fazer a coisa certa pelo motivo errado”? Se for verdade, é possível tentar permanecer em Jesus pelo motivo errado? Permanecer em Jesus não é um meio para se atingir um fim; ao contrário, é o fim em si. O resultado de permanecer nEle será que produzimos frutos, não para glorificar a nós mesmos mas para glorificar a Deus. Em outras palavras, o fruto do Espírito não é para fazer-nos parecer bons, mas para mostrar quanto o Pai é bom.

5. Qual era a principal motivação para os milagres no ministério de Cristo? Jo 11:4; 12:28

Talvez sua igreja esteja procurando meios de fazer na comunidade que as coisas melhorem a imagem da igreja. E isso é bom. Ao mesmo tempo, precisamos ser cuidadosos com os motivos e propósitos que nos movem. Qual é nosso maior objetivo nesses esforços? É para glorificar a nós mesmos ou para glorificar a Deus? Como podemos aprender a fazer distinção entre as duas coisas? De muitas formas, pode ser fácil misturá-las, encobrindo até as ações mais propensas à exaltação própria sob o falso manto de “glorificar” a Deus.

V - “Para que produza mais fruto ainda” (Jo 15:2)

6. “Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda” (Jo 15:2). De que trata esse processo de poda? Você já o experimentou em si mesmo? Quando esse processo específico terminou, que diferenças você experimentou em sua vida?

No fim de cada colheita, o agricultor volta ao vinhedo e poda a maior parte da videira. O agricultor deve ser cuidadoso, porém, porque a colheita do ano seguinte depende diretamente das partes que permanecem. A chave para a poda é o equilíbrio entre a colheita e videira. Uma cresce às custas da outra. Se você quiser uma colheita muito abundante, não podando o suficiente, o crescimento do ano seguinte será fraco, e o fruto, inferior. A arte da poda é encontrar o equilíbrio correto.

“Deus leva os homens a situações difíceis, para ver se confiam em um poder fora e acima deles. Ele não vê como vê o homem. Muitas vezes, tem de romper ligações humanas e mudar a ordem que o homem delineou, e que, segundo seu modo de pensar é perfeita. O que o homem julga ser de seu interesse temporal pode divergir completamente da experiência que ele precisa ter, para ser seguidor de Cristo. Sua idéia acerca de seu valor pode estar muito longe da verdade.

“Encontram-se provas ao longo de todo o caminho da Terra ao Céu. É por causa disso que a estrada para o Céu é chamada de ‘caminho estreito’. O caráter tem de ser provado, do contrário, haveria muito cristão falso, que conservaria certa semelhança de religião, até que suas inclinações, seu desejo de fazer prevalecer a vontade própria, seu orgulho e ambição, fossem contrariados. Quando, pela permissão do Senhor, lhes sobrevêm provas agudas, a falta de religião genuína, da mansidão e humildade de Cristo, mostra que necessitam da atuação do Espírito Santo” (Nos Lugares Celestiais, p. 266).

Você já teve uma provação que testou severamente sua fé, a ponto de você duvidar que tivesse fé? Reconsiderando, que lições você aprendeu dessa experiência? Mais importante ainda, você as aprendeu?

VI - “Se vier a dar fruto, bem está; se não...” (Lc 13:9)

Entre 1730 e 1745, as colônias americanas desde o Maine até a Geórgia experimentaram um reavivamento religioso conhecido como o Grande Despertamento. Jonathan Edwards era um líder desse movimento de renovação espiritual. Em julho de 1741, ele pregou um sermão intitulado “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, que, para alguns, se tornou símbolo da perspectiva gélida, cruel e voltada para o inferno de muitos cristãos. Por mais polêmico que tenha sido esse sermão, ele expressava a verdade sobre o peso terrível do pecado, a atitude de um Deus infinitamente santo para com o pecado e a segurança de um dia de juízo.

7. Que equilíbrio Jesus apresenta a respeito de produzir frutos? Jo 15:1-10

Note como, por um lado, Ele disse que, se permanecermos nEle, produziremos muito fruto, que é produto dos seres salvos por Ele. Isto é, se permanecermos nEle, pela fé, estaremos seguros da salvação por causa de Sua justiça atribuída a nós. Ao mesmo tempo, Ele nos adverte que, se não permanecermos nEle, não produziremos fruto, e aqueles que não produzem frutos secam e, afinal, serão lançados ao fogo para ser queimados (veja 2Pe 3:9).

8. Que lição existe na parábola que Jesus contou em Lucas 13:7-9?

A lição destes versos não é a salvação mediante a produção de frutos, o que seria outra manifestação da salvação pelas obras. Não somos salvos pela produção de frutos; nosso fruto revela a realidade da salvação que já temos em Jesus, mediante a fé nEle. A produção de frutos é a expressão da salvação; não o meio para alcançá-la. É importante entendermos essa distinção. Do contrário, mais cedo ou mais tarde, passaremos a nos orgulhar do que julgamos ser nosso maravilhoso fruto, ou vamos desistir desesperados pelo que parece ser uma colheita muito irrisória.

VII - Estudo adicional

Pelos seus frutos os conhecereis" (Mt 7:20), declarou o Salvador. Todos os verdadeiros seguidores de Cristo darão frutos para Sua glória. Sua vida atesta que uma boa obra foi neles operada pelo Espírito de Deus, e seus frutos são para santidade. Sua vida é elevada e pura. Retas ações, eis os frutos inequívocos da verdadeira piedade, e os que não os dão dessa espécie revelam não possuir experiência nas coisas de Deus. Não se acham na Videira. Disse Jesus: "Estai em Mim, e Eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em Mim. Eu sou a Videira, e vós as varas; quem está em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:4, 5; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 329).

“Aqueles que se unem à igreja mas não se unem ao Senhor, a tempo revelarão seu verdadeiro caráter. ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt 7:20). O precioso fruto da piedade, temperança, paciência, bondade, amor e caridade não aparece em sua vida. Produzem somente espinhos e abrolhos. Deus é desonrado perante o mundo por tais professadores” (A Fé Pela Qual eu Vivo, p. 92).

Perguntas para consideração:

1. Depois deste estudo, pense novamente em: Qual é a diferença entre “ser bom” e “fazer o bem”?

2. Imagine duas pessoas: Uma é cristã e tem conhecimento profundo das doutrinas bíblicas. Mas é má, severa, crítica e sem amor. A outra pessoa, apesar de professar fé em Cristo, rejeitou todos esses ensinos, aceita o que consideraríamos erro teológico. Mas essa pessoa é bondosa, perdoadora, amorosa e não dada às críticas, tudo que o “cristão ortodoxo” não é. Embora, é claro, não possamos conhecer os corações, se você tivesse que adivinhar qual estaria mais próxima ao reino de Deus, quem você escolheria? Por quê? O que sua resposta lhe diz sobre o que você considera importante no cristianismo?

Respostas sugestivas para as perguntas:

Pergunta 1: A existência de muitos cristãos “de fachada”.
Pergunta 2: Porque precisamos estar em íntima comunhão com Ele para podermos frutificar.
Pergunta 3: Somos os ramos. Nossa nutrição depende dEle. Portanto, precisamos nos manter em contato permanente com Jesus.
Pergunta 4. Glorificar a Deus.
Pergunta 5: Trazer glória a Deus.
Pergunta 6: A poda é feita para orientar o crescimento da planta e estimular sua frutificação.
Pergunta 7: Se dermos fruto, permaneceremos já videira verdadeira. Caso contrário, seremos podados.
Pergunta 8: Deus tem paciência e esperança em nós, mas, se não dermos frutos, seremos cortados da vida eterna.


Complemento ao estudo

Resumo do estudo

Texto-chave: Mateus 7:20

DEVEMOS ...
                  Saber:     Que o crescimento na vida cristã é um processo.
                  Sentir:     Confiança no Espírito Santo, não no próprio eu.
                  Fazer:     Escolher usar os meios que favorecem o crescimento.

ESBOÇO DO APRENDIZADO

I - Saber: Jesus, a Videira verdadeira, é o único meio de crescimento

A. João 15:5 ensina que não existe crescimento se estivermos separados de Jesus. Como nos tornamos um ramo da Videira? Por que a poda, apesar de dolorosa, é parte essencial do processo do crescimento?
B. Qual é a relação entre crescimento e discipulado pessoal? (Nota: O discípulo é um aluno vitalício.)
C. Estagnação significa ruína e morte. O que provoca a estagnação na vida cristã?

II. Sentir: Confiança no Espírito Santo

A. Como a decisão de deixar de olhar a si mesmo e olhar para Jesus cria contínua confiança na obra do Espírito Santo?

III. Fazer: Fertilizando a vida cristã

A. Por que crescemos? Qual é o propósito de honrarmos a Deus? Como nos tornamos mais amadurecidos na vida cristã?
B. Qual é a maior causa da estagnação e decadência na experiência cristã? Veja Hebreus 2:3.
C. Como a oração, a meditação, o testemunho aos outros, o estudo da Palavra de Deus e o hábito de memorizar as Escrituras e nelas pensar pode atuar positivamente em nossa vida para promover o crescimento?
D. Como avaliamos o crescimento?

Resumo: O crescimento na experiência cristã toma tempo. A negligência dos meios de crescimento traz estagnação e também ruína. O ato de tirar os olhos de si mesmo e fixá-los em Jesus dá encorajamento e confiança.

Ciclo do aprendizado

Motivação:

Conceito-chave para o crescimento espiritual: O fruto do Espírito na vida do cristão é resultado da ação direta de Deus e da submissão do cristão à Sua vontade.

O que acontece se você pegar as sementes de uma maçã gala, plantar no solo ou em um vaso e cuidar dela até crescer? Você terá uma macieira gala, certo? Nem sempre. A tendência natural das gerações seguintes – bem como de muitas outras cultivares conhecidas de fruteiras – será de retornar ao estado silvestre original, sem as características atuais. Essas cultivares estão entre os produtos mais antigos dos que lidam com a natureza. Algumas cultivares são unicamente produtos do cultivo seletivo de sementes ou tecidos da planta desejada, encontrada em estado silvestre. Outras – a maçã gala, por exemplo – são resultado de enxertos. Não se pode cultivá-las a partir da semente.

Da mesma forma, o fruto do Espírito é uma cultivar. Ninguém nasce milagrosamente e cresce até a maturidade manifestando o fruto do Espírito. Como o fruto que vemos em qualquer mercado, o fruto do Espírito não nasce por geração espontânea. Deus deve enxertá-lo sobre cada pessoa. Mas é aqui que a ilustração falha: nós temos um papel ativo no processo. Devemos nos submeter a Deus e permitir que Ele produza o fruto do Espírito em nós.

Pense nisto: As primeiras maçãs encontradas crescendo na selva provavelmente devem ter sido minúsculas e azedas. Foram necessários muitos agricultores imaginativos para ver seu potencial e trabalhar com elas até que se tornassem comestíveis e saborosas. O que isso nos diz sobre quem somos e o que Deus vê que podemos ser? Por que até mesmo nossas melhores intenções não são suficientes para nos capacitar a produzir bons frutos, ou, pelo menos, frutos aceitáveis?

Compreensão

Comentário bíblico

IV. O chamado para o ministério e proteção do sagrado

(Recapitule: Êx 13:2; Lv 10:1-11; Nm 3:12-15, 46-51, 14:10-11; 1Cr 23:27-32; 2Cr 17:7-9, 19:8-11.)

Inicialmente, os filhos primogênitos e, mais tarde, a tribo de Levi assumiam o papel de “intermediários” entre Deus e Seu povo. Essa função incluía a execução de várias tarefas, inclusive ensinar, julgar, atender o santuário e oficiar as cerimônias sagradas. A fim de enfatizar a natureza sagrada de seu trabalho, os levitas eram separados mediante uma cerimônia especial de “ordenação”. Nos tempos do Novo Testamento, nós somos uma nação de sacerdotes e devemos levar a sério nosso chamado sagrado e executar fielmente as tarefas que Deus nos deu. Quais das tarefas do Antigo Testamento ainda são aplicáveis, e como devem ser executadas?

Pense nisto: Comente o perigo que corremos de trivializar nosso chamado sagrado, como fizeram os filhos de Arão. Por que mais tarde os filhos de Eli repetiram seu engano? Como podemos evitar a mesma armadilha?

Como posso cumprir meu papel de membro da família de sacerdotes? Como cristãos, somos parte da “nova ordem sacerdotal” e, coletivamente, sob a liderança de Cristo, devemos cumprir no mundo, em nome de Deus, as “funções do ministério sacerdotal”. Em nosso estudo, aprendemos que entre essas funções estão as de professor, juiz, vigia e intermediário espiritual. Seguem abaixo algumas descrições de situações da vida real. Primeiramente, veja qual dos quatro papéis sacerdotais relacionados acima se aplica melhor a uma situação particular. Então, depois pense como essa função poderia ser cumprida. Use as definições seguintes para guiar suas seleções.

Professor – alguém que instrui os outros na maneira de viver a fé cristã.
Juiz – alguém que nutre os ideais de paz e justiça dentro da comunidade cristã.
Zelador – alguém que gosta dos aspectos materiais (por exemplo, a propriedade da igreja) da comunidade cristã.
Mediador – alguém que ministra os aspectos espirituais da fé, como perdão, paz, esperança, amor e compaixão.

Situação 1: Um evangelista criou uma igreja de 120 novos membros em uma parte economicamente carente da cidade, onde a gravidez de adolescentes é um problema grave. Quase todos os membros são novos cristãos sem fundamento na ética cristã. Como o problema da gravidez deve ser tratado pela igreja?

Situação 2: Uma grande indústria está fechando as portas e planeja transferir as operações para outro país em que a mão de obra é mais barata. Oitenta por cento da congregação será afetada pelo fechamento.

Situação 3: Um grande desastre natural acaba de se abater sobre a cidade, danificando as casas da maioria dos membros e provocando sérios danos aos edifícios da igreja e da escola.

Aplicação

Perguntas para reflexão: Para auxiliar no entendimento do significado do fruto do Espírito como resultado da vida cristã e fonte de seu significado.

1. Popularmente, entende-se que o fruto do Espírito, assim como os dons do Espírito, é, de alguma forma, “miraculoso”. Na realidade, como Paulo classifica esses dons em Gálatas 5:22, 23, eles parecem bem naturais. Mas, em certo sentido, eles podem ser considerados genuinamente miraculosos?
2. O “fruto do Espírito” é o mesmo que boas obras? Por quê, ou por que não?
3. Por que Deus deseja que produzamos o fruto descrito em Gálatas 5:22, 23? É para nosso bem nesta vida? É um meio de “provarmos” nossa salvação? Ele ajuda a nos tornar mais aptos para o ministério?

4. Que tipo de relacionamento permite que Deus faça crescer o fruto do Espírito dentro de nós? O que significa Jesus permanecer em nós ou nós permanecermos nEle? (Veja Jo 15:4-10.)

Perguntas de aplicação

1. Segunda a Timóteo 3:5 diz que nos últimos dias haverá cristãos com uma forma de piedade mas que negam seu poder. É tentador imaginar que esse texto se aplica a outras pessoas, especialmente se estiverem em outras igrejas ou denominações. Mas seja honesto: Em que situações esse texto se aplica à igreja e a nós pessoalmente?
2. Hoje, como no tempo de Jesus, muitos afirmam ser operadores de milagres de um tipo ou outro, embora não possam usar a palavra milagre. Como podemos saber se essas maravilhas e milagres, caso sejam genuínos, são verdadeiramente centrados em Deus e dirigidos a Ele? (Veja Jo 11:4.)

Criatividade:

A atividade seguinte é uma lição ilustrativa com base na metáfora bíblica do “fruto”. As lições enfatizam o papel de Deus em nos capacitar a produzir bom fruto sob Sua direção.

Para voltar à metáfora com que abrimos a lição, se puder, visite com antecedência uma área arborizada ou qualquer outro lugar em que possa encontrar árvores frutíferas em estado silvestre. Se fizer a pesquisa necessária para reconhecê-las, você pode se surpreender em ver quantas você vai encontrar. Provavelmente, você pode deixar de notá-las, porque o fruto que elas produzem tem pouca semelhança com qualquer coisa que uma pessoa comum deseje pôr na boca. Se possível, ajunte um pouco dessas frutas, que até podem ser raquíticas ou comidas de vermes, e coloque-as em comparação com um exemplar da mesma espécie produzida em uma árvore bem cuidada.

Compare: Faça uma comparação com o que acontece ao nosso “fruto” se não estiver aos cuidados de Deus.

Como alternativa, você pode chamar a atenção para alguma espécie como a bananeira de jardim, que produz folhas e belas flores mas nenhum fruto.

Compare: Quais são as semelhanças entre a árvore ornamental e alguém que somente finge viver como cristão? Que lições espirituais podem ser tiradas?