O Santuário - Que Maravilhoso Plano de Salvação


O Santuário Terrestre conforme o Modelo que está no Céu!

O Santuário é a forma mais perfeita criada por Deus, para ensinar as lições do plano da redenção, o plano para salvar o ser humano.

Ponto interessante: Não há informações sobre o pátio do santuário celestial, percebeu?

O sacrifício era feito no pátio, onde também havia a pia. Não havia morte dentro da tenda. Jesus foi batizado aqui na Terra e aqui também foi morto. Jesus morreu fora das portas do santuário do céu. O único lugar que pecadores poderiam pisar era dentro do pátio, fora da tenda. O único lugar do universo que há pecadores é a Terra, assim, podemos dizer que a terra é o pátio do santuário celestial, visto que foi aqui que o verdadeiro cordeiro rendeu a vida, o cordeiro morre no pátio.

Podemos mostrar 2 lições espirituais encontradas no santuário, são elas: Com o pecador e Com Cristo.

1) COM O PECADOR


Observe que se colocarmos a impressão de uma cruz sobre a planta baixa do santuário, ela encaixará perfeitamente, mostrando assim que o SANTUÁRIO e o PLANO DA REDENÇÃO estão perfeitamente ligados. Além disso, podemos dividir em etapas o processo de aceitação de um pecador arrependido até chegar a Deus, são elas:

1.1 Perceba que o altar de sacrifícios está exatamente ao pé da cruz, esta é a primeira das partes que é vista quando o pecador se apresenta ao santuário, nesta fase o pecador arrependido se chega e aceita o sacrifício redentor de Jesus. Esta é a salvação que está a disposição 24h, aceite ele ou não. É a justificação pela fé, quando seus atos de injustiça são substituídos pelos atos de Cristo, tornando-o justo, justificado diante de Deus.

1.2 Nesta outra fase, o pecador que já está justificado, aceitar através do batismo unir-se ao corpo de Cristo, a igreja, recebe dons para utilizar na causa e comunga com os irmãos. Ele é considerado inocente, é aceito como membro da família de Deus.

1.3 Agora, depois de ter aceito a Cristo como salvador e ter recebido o batismo, perceba que o próximo passo que o homem passa é ao candelabro, indica que ele percebe que não existe santificação sem a luz de Cristo e sua palavra, na mesa dos pães, deve alimentar-se do verdadeiro alimento, entende que a presença de Cristo na vida do crente é a principal fonte de alimento e sustentação, Deus provê todas as necessidades.

1.4 Nesta altura o pecador já consegue compreender perfeitamente que é impossível ter uma vida de santificação sem oração, o altar de incenso é um recordativo que mostra a importância de ter um local especial no lar, reservado para busca através da oração. Local onde os méritos de intercessão de Cristo através do culto são reivindicados.

1.5 Não há como contemplar a manifestação da presença de Jeová sem ter aceito a Cristo, ser batizado, levar uma vida de oração e leitura da bíblia. A arca do concerto contendo os mandamentos eternos e imutáveis mostram que agora o cristão vive uma vida moralmente correta, pois a Lei é dada para que a Graça possa ser requerida, e a Graça é concedida para que a Lei possa ser cumprida.

Está a disposição do pecador um Deus que é mediador, advogado e sumo-sacerdote. 1Tm 2:5 / 1Jo 2:1 / Hb 10:21

2) COM CRISTO


No ministério de Cristo na terra, podemos encontrar uma incrível relação com o santuário. Na primeira parte ele seria um sacrifício perfeito na terra, na segunda Ele seria o intercessor da humanidade.

2.1 O tabernáculo é o local onde a presença de Deus está, a porta que dá acesso é a única maneira por onde o pecador poderia chegar lá, pode apontar ou significar Cristo, pois o mesmo é a única "porta" de entrada que dá acesso à Deus.

2.2 O pátio simboliza a terra. Se o cordeiro morria no pátio, e se o verdadeiro cordeiro que é Cristo morreu na terra, então a terra é o pátio do santuário celestial.

2.3 A pia é o símbolo do batismo. Nesta fase, Cristo chega ao rio Jordão pra ser batizado por João Batista, ensinando a grande lição de que por esta fase todos deveriam passar para serem aceitos como cristãos, mediante arrependimento.

2.4 Nesta fase Cristo revela-se a humanidade como a luz do mundo e como pão da vida. Aquele que iluminaria os caminhos dos homens e seria o verdadeiro alimento para eles. Mostra ser o único meio de salvação.

2.5 O altar de incenso, símbolo das orações. Cristo viveu uma vida de oração, dando exemplo de dependência total de seu Pai, pela manhã, a tarde e de madrugada estava ele a orar incessantemente por forças. Outra lição é que em seu ministério Jesus vive sempre para interceder por nós.

2.5 O véu, separa o homem de Deus. Feito de linho branco, azul, púrpura, e escarlata, da mesma maneira que as cortinas decoradas que cercavam o Santo dos Santos. O véu nunca poderia ser tocado, exceto pelo sumo sacerdote. O véu ensina-nos sobre Jesus Cristo. Em Hebreus diz que nós podemos entrar confiadamente no Santo dos Santos, pelo sangue de Cristo, "pelo véu.

2.6 Já na segunda fase, onde encontramos a arca da aliança no lugar santíssimo, aprendemos uma bela lição, Cristo é nosso mediador, nosso advogado, o sumo-sacerdote e será nosso juiz. É ele que intercede por nós, quem nos defende e também quem nos julgará. Os querubins representam os seres celestiais que assistem à presença do todo poderoso.

Tenda do Santuário


Imagem Acima: Tenda que Deus mandou Moisés construir no Deserto por volta de 1500 AC. Este Santuário do Deserto se tornaria o Templo de Salomão (Imagem abaixo), um dos edifícios mais luxuxos da História:

Introdução


Deus sempre revelou o futuro para os seus filhos. A Bíblia por exemplo declara que Cristo foi morto antes da fundação da Terra (Ap 13:8). A razão disso é que Deus já sabia que o homem poderia pecar e Ele tinha um plano de emergência para isso, O plano de Salvação! Ele daria Seu Filho para pagar a penalidade do pecado no lugar de todos os que cressem nEle e dessa maneira tivessem direito a vida eterna. Jesus pagaria a pena de morte que o pecador receberia! Só que para manter a fé dos homens na primeira vinda do Messias, Deus passou a simbolizar a futura morte de Seu Filho na cruz através de sacrifícios de animais. Deus pedia geralmente um cordeirinho sem defeito para sacrifício. É por isso que João Batista disse de Jesus: Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! João 1:29.

Isso passou a ser ensinado desde que o pecado entrou no nosso mundo. Adão e Eva já sabiam disso, e ensinaram seus filhos a sacrificarem o cordeirinho. Abel fez o sacrificio do cordeiro como seus pais ensinaram, mas Caim desobedecendo a ordem levou o cereal da terra. (Veja Gênesis 4:4).

Cerca de 2 mil anos se passaram. Quando Deus retirou Israel do Egito resolveu apresentar o plano da salvação de maneira completa. Acrescentou novos detalhes ao mero sacrifício de cordeiros. Moisés deveria construir um santuário e Deus lhe mostrou uma planta. Veja Hebreus 8:5. Esse modelo era uma cópia simples do santuário que existe no céu, que o Senhor construiu e não um ser humano. Veja Hebreus 8:2. O santuário tinha 3 partes: a parte externa onde eram feitos os sacrifícios de animais, o lugar santo e o lugar santíssimo.

1. O Pátio Externo


No Pátio externo o pecador trazia uma animal sem defeito (que simbolizava o sacrifício de Cristo e confessava seus pecados sobre sua cabeça). Depois disso tinha que matá-lo, degolando-o com uma faca. O sacerdote pegava uma bacia de prata e coletava um pouco do sangue do cordeirinho. O resto da carne era queimada.


Enquanto a carne gordurosa era queimada (O Sacerdote poderia guardar a carne sem gordura para se alimentar, caso desejasse), o sacerdote se banhava na pia (à esquerda na imagem) antes de entrar com a bacia de sangue no Santuário.

2. O Primeiro Compartimento: O Lugar Santo


No lugar santo (veja na imagem o cômodo à direita) se encontrava a mesa de pães, o castiçal e o altar de incenso. Quando o sacerdote entrava com a bacia de sangue no primeiro compartimento do santuário espirrava o sangue 7 vezes no altar de incenso, perto da segunda cortina. Os pecados individuais do povo eram transferidos simbolicamente para o santuário. Isso acontecia pelo menos 2 vezes por dia durante 1 ano inteiro! O sangue sapilcava a cortina que dividia o primeiro do segundo compartimento e não podia ser lavada. O Sacerdote JAMAIS entrava no SEGUNDO compartimento. Isso era feito apenas uma vez por ano.

3. O Segundo Compartimento (O Lugar Santíssimo)


No Lugar Santíssimo ficava a ARCA DA ALIANÇA. Dentro dela estavam os 10 mandamentos recebidos no Monte Sinai. Uma luz sobrenatural irradiava sobre a arca, demonstrando a presença de Deus. O Sumo Sacerdote só entrava no Santíssimo uma vez por ano quando chegava até a presença de Deus, diante da arca da aliança e esparramava o sangue do cordeiro por cima da tampa da arca (o propiciatório). Nesse dia os pecados do ano inteiro eram expiados (o chamado yon Kippur judaico) e a cortina encharcada de sangue que dividia os compartimentos era retirada e colocada uma nova. Esse dia era considerado o dia de julgamento quando a nação ficava livre de seus pecados.

A Luz sobrenatural veio a desaparecer posteriormente. Já não existia quando o Profeta Jeremias mandou esconder a arca da aliança, antes da destruição do Templo em 587 AC.

A Bíblia diz que quando Jesus morreu na cruz, os símbolos do santuário terrestre se cumpriram. Então para Deus demonstrar que o serviço do Santuário terrestre deveria cessar, rasgou a cortina que dividia o lugar santo do santíssimo (Leia Mateus 27:50-51):

"E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo." (Marcos 15:37 e 38)


Desde o Século XIX os estudantes Bíblicos encontraram provas indiscutíveis da existência de um santuário no Céu. Moisés fez o santuário terrestre segundo o modelo que lhe foi mostrado. Paulo declara que aquele modelo era baseado no verdadeiro santuário que está no Céu. (ver Heb. 8:2 e 5). E João testifica de que o viu no Céu, inclusive com a arca da aliança. (Apoc. 11:19).

O Santuário Terrestre, construído por Moisés de acordo com o modelo que lhe foi mostrado no monte, por ordem de Deus, era uma “alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios” (Heb. 9:9). Os seus dois lugares santos (Santo e Santíssimo) eram “figuras das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:23). Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, subiu aos Céus e se tornou “ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Heb. 8:2). A Bíblia declara expressamente que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus”. Heb. 9:24.

O santuário do Céu, no qual Jesus passou a ministrar em nosso favor, é o grande original, de que o santuário terrestre construído por Moisés foi uma cópia. Assim como no santuário terrestre havia dois compartimentos, o Santo e o Santíssimo, existem dois lugares santos (Santo e Santíssimo) no santuário celestial. A arca contendo a lei de Deus, o altar de incenso e outros instrumentos, que se encontravam no santuário de baixo, também têm sua parte correspondente no santuário de cima. Assim, Tipo (O santuário terrestre) e o Anti-Típico (o celestial) se encontraram perfeitamente.

Em santa visão, foi permitido ao apóstolo João penetrar no Céu, e ele contemplou Jesus entre o castiçal e o altar de incenso que fica no Lugar Santo conforme relata em Apocalipse 1:12-18. Veja a imagem que ilustra Jesus no Lugar Santo:


Novamente, contemplando os eventos finais da história desse planeta João vê “abrindo -se no céu o templo de Deus", e dessa forma contempla também “a arca do Seu concerto”, no Lugar Santíssimo. (Leia Apoc. 11:19).


Na Arca da Aliança celeste, anjos verdadeiros velam o Trono de Deus.

A Purificação do Santuário

Como antigamente os pecados do povo eram transferidos, em figura, para o santuário terrestre mediante o sangue da oferta pelo pecado, assim nossos pecados são, de fato, transferidos para o santuário celestial, mediante o sangue de Cristo. E como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, conseqüentemente, a real purificação do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados que ali estão registrados. Isso necessita um exame dos livros de registro para determinar quem, pelo arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação. A purificação do santuário, portanto, envolve uma obra de juízo investigativo. Na antiguidade essa obra era feita no Santuário e depois no Templo de Jerusalém, sendo simbolizados pelo Dia da Expiação ou Yon Kippur.

Cristo deveria fazer o mesmo trabalho no santuário celeste. Ele foi simbolicamente o cordeiro morto no pátio e agora é nosso único sacerdote. Assim, ele entrou com (sua ascenção no ano 31) no lugar Santo. Ali, ele fazia o ofício de advogado, salvando a todos os que se refugiassem nele. Mas em determinado momento da história ele deveria começar o julgamento da raça humana. Ao contrário do entendimento leigo, o julgamento não se dá após a segunda vinda, mas antes, porque na segunda vinda é dada somente a sentença! As 7 pragas que são derramadas no período de um ano e terminam antes da volta de Cristo, já fazem parte da sentença.

"Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou." (Apocalipse 18:8)

A Bíblia declara que Jesus ficou 18 séculos (do ano 31 até 22/10/1844) intercedendo em nosso favor fazendo o serviço tipificado no Lugar Santo. Após este período ele veio fazer o serviço típificado pelo Lugar Santíssimo. Vejamos o gráfico abaixo:


O Processo de conhecimento ou juízo de investigação ou Juízo Pré-Advento, começou em 22 de Outubro de 1844. Assim, após 1844, Cristo não faz apenas o trabalho de advogado, mas o de Juíz. E quando terminar o juízo (de investigação dos livros) Cristo retornará!

OBS: A expiação de acordo com o modelo mostrado a Moisés em Êxodo e confirmado no livro de Hebreus, não termina na Cruz. Ela prossegue no santuário celestial, onde é feita a intercessão contínua, especialmente após 1844, quando começou o Juízo Pré-advento (Yom Kipur).