O Mistério dos Quatro Cavaleiros

Dentre as muitas figuras estranhas do Apocalipse, esta é uma das que provocam mais medo e espanto nas pessoas. Também é uma das profecias que mais alimentam a imaginação dos "profetas" do fim do mundo.

Morte, sangue, espada, fome e pestes são ingredientes extraordinários para elaborar um coquetel terrorista e levar desespero e pavor ao homem moderno, já aflito sob as circunstancias de violência em que a sociedade vive.

Mas o que há por trás desses misteriosos cavalos e seus cavaleiros? Para entender essa profecia, é preciso não perder o fio do grande conflito cósmico que teve início no Céu.

Adoração e obediência

Quais foram as acusações que Lúcifer levantou contra Deus? Basicamente duas: a primeira tinha a ver com adoração. Lúcifer queria toda adoração para si. "Subirei ao céu" - dizia ele - "acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono... subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo."[1]

A segunda acusação dizia respeito a obediência. Segundo Lúcifer, era impossível que a criatura pudesse obedecer aos princípios preservadores da vida estabelecidos pelo Criador. Portanto, o anjo caído tentou destruir a Palavra de Deus.

O conflito cósmico teve inicio nos Céus, transferiu-se para este planeta[2] e foi sempre fundamentado nestes dois pontos: adoração e obediência. Ao longo da História, o inimigo vem tentando atrair a adoraçãao dos homens para si e, ao mesmo tempo, tem procurado desvirtuar a Palavra de Deus. Para alcançar esses dois objetivos, ele usa todos os métodos possíveis: engana, fascina, mente, esconde, disfarça e, quando isso nã da certo, persegue, violenta, mata e destrói.

A profecia dos quatro cavaleiros do Apocalipse evidencia os diferentes métodos que o diabo usou ao longo da História, para alcançar seus objetivos; e apresenta também a maneira como os cristãos reagiram as investidas do inimigo, nos diferentes períodos históricos. Isso é básico no processo do julgamento.

Arautos da destruição?

Muitos interpretes da Biblia tem considerado os quatro cavaleiros do Apocalipse como portadores dos juízos divinos. Existem até filmes descrevendo esses misteriosos personagens como cavaleiros vingadores trazendo desgraças e tragédias sobre os seres humanos.

Seriam os furacões, terremotos e cataclismos, castigos divinos que os cavaleiros trazem? Deveria a humanidade ficar apavorada diante das possíveis catástrofes que esses cavaleiros anunciam? Existe base bíblica para semelhante especulação?

O livro do Apocalipse não pode ser tratado amadoristicamente. Não pode ser usado com leviandade ou fanatismo irracional. Precisa ser estudado com base teológica e projeção histórica.

Estudando dessa maneira, percebemos que os cavaleiros do Apocalipse simbolizam os vários períodos pelos quais passaria a Igreja cristã, em relação com sua fidelidade a Palavra de Deus. Essa profecia, portanto, é parte da visão dos sete selos.

No capítulo anterior, vimos o Juiz assentar-Se no trono para iniciar o juízo. o apostolo João continua narrando o evento da seguinte maneira: "Vi, na mão direita dAquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos."[3]

Aquele livro será aberto para dar início ao juízo. Nele estão as provas e evidências a favor ou contra os seres humanos. Como viveram eles ao longo da História? Permaneceram fieis a Deus, dando-Lhe a glória e honra devidas? Foram obedientes à Sua Palavra, ou deixaram-se enganar ou intimidar pelo inimigo de Deus?

O livro está selado com sete selos e, quando o ultimo selo for aberto, a história do conflito entre o bem e o mal terá chegado ao fim. Cristo voltará para reivindicar Seus filhos que permaneceram fiéis a Ele.

Este e um momento solene. Os selos serão abertos e o grande julgamento terá inicio. Prepare-se para contemplar os registros da História.

O cavalo branco

Quando foi aberto o primeiro selo, apareceu "um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo e para vencer".[4]

Aqui se revela a pureza e o poder de conquista do evangelho diante do paganismo no início da Igreja cristã. A cor branca é usada na Bíblia como símbolo de pureza. "Ainda que teus pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve"[5], afirma Isaías, falando da pureza da vida perdoada.

Imaginemos o quadro: Jesus acabara de ressuscitar, e tinha retornado aos Céus. Ali estava a Igreja que Ele fundara. Jesus tinha vindo a este mundo não apenas para salvar o homem, mas para confirmar uma verdade inquestionável: "Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele serviras"[6] e, também, para ensinar que a Palavra de Deus é imutável e eterna[7]. Justamente os dois pontos críticos que o inimigo tenta desvirtuar.

A figura do cavalo branco nos revela como se conduziu a Igreja de Jesus no primeiro século. Aquele foi um período de guerra entre a verdade e a mentira; entre a verdadeira e a falsa adoração. A Igreja foi cruelmente perseguida por não querer inclinar-se diante de Cesar, que reclamava a adoração para si. Você imagina quem estava por trás de Cesar? A Igreja também foi duramente perseguida por sua fidelidade a Palavra de Deus. O próprio João afirma: "Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição... estava na ilha chamada Patmos por causa da Palavra de Deus."[8] Os mártires que morreram e que aparecem ressuscitados na abertura do quinto selo também afirmam que morreram por causa da Palavra de Deus.[9]

Mas apesar de toda a fúria desatada contra o povo de Deus naquele primeiro período da história da Igreja cristã, ela se manteve fiel nos dois pontos críticos. Foi uma Igreja vencedora, que fez estremecer o inimigo com sua doutrina pura e seu espírito de evangelização. "Sem escolas" - escreve L. E. Froom - "Eles confundiram os letrados rabinos; sem poder político ou social, mostraram-se mais fortes que o Sinédrio; não tendo um sacerdócio, desafiaram os sacerdotes e o templo; sem um soldado sequer, foram mais poderosos que as legiões romanas. E foi assim que fincaram a cruz acima da águia romana"[10]. O inimigo e suas hostes romanas saíram, assim, derrotados naquele primeiro período da Igreja cristã.

Ao cavaleiro "foi-lhe dada uma coroa e saiu vencendo e para vencer".

O cavalo vermelho

Ao abrir-se o segundo selo, diz o texto bíblico que "saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada".[11]

Já vimos que o cavalo branco - que significa o primeiro período da Igreja cristã - expressava a pureza de seu caráter e doutrina. Pureza na adoração, porque, apesar das perseguições, ameaças e mortes, os membros da Igreja primitiva preferiam adorar a Deus antes que a Cesar. Pureza na obediência a Palavra de Deus, porque, apesar do perigo físico que significava obedecer as Escrituras Sagradas, aqueles cristãos do primeiro século mantiveram a doutrina de Jesus inalterada.

Mas o grande objetivo de Satanás sempre foi atacar os filhos de Deus nesses dois pontos. Fazer com que a Igreja corrompa sua adoração e doutrina. E, se não conseguisse isso pela força da perseguição do Império Romano, trataria de fazê-lo por outros meios.

O cavalo vermelho revela discórdia, discussão e controvérsia entre os filhos de Deus. Vermelho é a cor do sangue, e, por esse motivo, muitos estudiosos da Bíblia relacionam esse período com a época de perseguições extremas que a Igreja atravessou durante os três primeiros séculos, sob as mãos dos césares. Mas o texto bíblico afirma que "os homens se matavam uns aos outros", ou seja, essa é uma guerra interna. Não é de fora para dentro, mas dentro da própria Igreja, tendo como protagonistas os próprios cristãos.

O que aconteceu foi que a Igreja, no seu afã entusiasta de evangelizar todo o mundo, começou a batizar pessoas que não tinham conhecimento suficiente da doutrina cristã. Muitos gregos, romanos e gentios, começaram a pertencer à Igreja sem ter abandonado os seus velhos costumes e doutrinas, e imperceptivelmente começaram a contaminar a pureza da doutrina bíblica que se mantivera branca durante o primeiro século.

Podemos tomar como exemplo o Imperador Constantino. Ele tornou-se cristão, o que foi motivo de muita alegria para o cristianismo. Já imaginou se o presidente da Rússia ou da China se convertesse hoje ao cristianismo? Mas Constantino adorava o Sol no dia consagrado ao deus sol: o domingo. Assim, o Imperador, "convertido" ao cristianismo, trouxe para a Igreja o domingo como dia especial de adoração.

Os cristãos nunca se atreveriam a adorar o Sol, no entanto , fizeram uma pequena concessão ao adorar a Deus no dia dedicado ao Sol. "Quase nada." Você percebe? O sábado foi considerado apenas um detalhe. O importante era adorar o verdadeiro Deus, sem dar muita atenção ao dia. E o inimigo conseguiu o que queria: corromper a pureza da doutrina cristã.

Naquele período, a Igreja crista passou a ter conflitos internos por causa de doutrinas estranhas que pretendiam misturar-se às verdades bíblicas. Entre as doutrinas em conflito, podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo, o papel da virgem Maria, o celibato e a autoridade da Igreja.

A Igreja tinha crescido. Já não era mais formada por aquele pequeno grupo que seguiu a Jesus. Havia igrejas cristãs nas maiores metrópoles da época. A quem deviam eles obedecer? Tinha que haver uma cabeça. Naquele tempo, todos consideravam Jesus como a Cabeça da Igreja.[12] "Mas já que Jesus não estava mais presente, alguém devia assumir a liderança da Igreja" - pensavam alguns. E o mais natural é que fosse o bispo de alguma das igrejas existentes. Mas quem?

Bom, se Roma era o poder político que dominava o mundo, seria lógico que o bispo de Roma passasse a ter o comando da Igreja mundial. Mas os bispos das outras cidades não aceitaram isso facilmente, o que deu origem a guerras sanguinárias.

O historiador Will Durant declara que "provavelmente, mais cristãos foram degolados por cristãos do que em todas as perseguições que os pagãos fizeram contra os cristãos na história de Roma".[13]

No entardecer do século IV, o arianismo (uma doutrina que nega a divindade de Cristo) foi aceito entre os povos bárbaros. No século seguinte, os cristãos, representados pelo bispo de Roma e Constantinopla, defensores da divindade de Cristo, travaram lutas cruéis contra os bárbaros arianos.

O que realmente impressiona e que a profecia já descrevia esse episódio lamentável da historia da Igreja. A Igreja cristã daquele período é simbolizada pelo cavalo vermelho, a cujo cavaleiro foi dado o poder de tirar "a paz, de modo que os homens se matassem uns aos outros".

O cavalo preto

Quando o terceiro selo se abre, João diz: "E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha a balança na mao."[14]

A cor preta fala por si mesma. É a antítese do branco. E se o cavalo. branco simboliza o período de pureza da Igreja, você já pode imaginar o grau de degradação representado por este terceiro cavaleiro. Essa é a Igreja que vai até o início da Idade Média. Nesse período da História, a Igreja não foi capaz de manter pura a adoração ao único e verdadeiro Deus, nem prestou obediência fiel à Sagrada Escritura. Contaminou-se com uma montanha de tradições humanas e costumes pagãos.

Enquanto Jesus declarou que Seu "reino não é deste mundo"[15], o líder da Igreja daquela época cobiçou e assumiu o poder terreno. O Império Romano havia caído. Os imperadores tinham desaparecido, e a única autoridade que permaneceu foi a do bispo da Igreja cristã de Roma, antiga sede do poder político. O poder desse líder religioso não era mais apenas espiritual, era também político e social.

Esse líder se "atribuiu o lugar que outrora ocupava o imperador. Sua influência e prestígio são sentidos em todo o Ocidente. A Igreja se atribui a direção espiritual e cultural dos estados nacionais nascidos no marco do Império ... a autoridade passa da esfera temporal para a espiritual e se faz uma teocracia". [16]

O cavaleiro montado nesse cavalo tem uma balança na mão e, de repente, se ouve uma voz dizendo: "Um queniz de trigo por um denário, e três quenizes de cevada por um denário."[17]

O queniz é uma medida de peso, e, na época em que o Apocalipse foi escrito, “era a ração que um soldado ou um escravo podia adquirir por dia. Trata-se, portanto, de uma ração mínima de alimento que os pobres recebiam, mas o preço de 'um denário' era 16 vezes maior que o preço que aquela ração miserável devia custar". [18]

Isso significa opressão, exploração e fome. Quer dizer que os líderes da Igreja cristã daquele tempo se caracterizariam por promover fome espiritual, escondendo do povo o "pão da vida" que é a Palavra de Deus.

Como você interpreta o fato de a Igreja cristã daquela época proibir ao povo a leitura da Bíblia ou vender indulgências, chegando ao extremo de afirmar que, no momento em que as moedas batiam nofundo da salva, os pecados eram apagados dos registros celestiais?

Naquele período triste da Igreja, os filhos de Deus, guiados por seus líderes, se afastaram completamente dos ensinos da Bíblia. Por isso, foi um período escuro. A medida em que crescia o poder do líder da Igreja crista de Roma, "as trevas se tornavam mais densas. A fé e a obediência passaram de Cristo, o verdadeiro fundamento, para o líder humano da Igreja. O evangelho se perdia de vista enquanto as formas de religião se multiplicavam e as pessoas se viam sufocadas sob o peso de imposições rigorosas. Longas peregrinações, obras de penitência, adoração de relíquias, construção de templos, imagens e altares, doação de grandes quantidades de dinheiro para a Igreja; tudo isso era exigido dos fiéis para aplacar a 'ira' de Deus". [19]

A verdadeira adoração a Deus e a obediência pura a Sua Palavra ficaram esquecidas. O inimigo mais uma vez estava conseguindo seu propósito. Mas a voz que falou, quando do aparecimento do cavalo preto, disse: "Não danifiqueis o azeite e o vinho." O que significa isso? Significa que haveria um remanescente que, a despeito de tudo, permaneceria fiel aos ensinamentos divinos e adorando unicamente o Deus Criador dos céus e da Terra.

O cavalo amarelo

Na abertura do quarto selo, João é chamado novamente a contemplar a visão. E a relata assim: "E olhei e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado sobre ele chamava-se morte; e o hades o seguia; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra."[20]

É aqui que os terroristas da religião se deleitam. E muito fácil sair assustando as pessoas com a imagem de um cavaleiro montado sobre um cavalo amarelo e levando destruição a quarta parte da Terra. Mas já vimos que a visão dos quatro cavalos é apenas uma profecia que anuncia diferentes períodos pelos quais a Igreja passaria na sua história.

A visão do cavalo amarelo simboliza o período no qual se consumou a degradação da Igreja cristã. Essa degradação teve início no período simbolizado pelo cavalo vermelho, acentuou-se no período simbolizado pelo cavalo preto e tornou-se terrível neste último período.

A Igreja pura, que Jesus estabeleceu e que os apóstolos e os primeiros cristãos mantiveram incontaminada durante o primeiro século, foi se corrompendo lentamente. Quando chegamos à Idade Média, encontramos uma Igreja cristã de nome, que não era nem a sombra da Igreja pura que Jesus fundara. Onde estavam os cristãos que deram a vida par obedecer à ordem divina: "Ao Senhor teu Deus adoraras e só a Ele serviras"? Em nome de Deus, os cristãos agora estavam adorando imagens e esculturas de santos. Onde estavam os fieis cristãos que foram perseguidos por causa da Palavra de Deus? Onde, aqueles que pagaram com a vida a ousadia de obedecer à ordem divina que dizia: "Até que a Terra e o céu passem, de modo nenhum passara da lei um só i ou um só til"?[21] Os pretensos cristãos naquele período tinham mudado os mandamentos de Deus sob a alegação de que a "santa mãe Igreja" tinha poder para fazê-lo.

Morte aos obedientes!

Mas isso não foi suficiente. A Igreja perseguiu aqueles que "ousavam" obedecer as Escrituras. Isso aconteceu durante período de absoluta supremacia da Igreja na Idade Media. A História universal registra tudo. A Igreja estabeleceu o aparato mais espantoso, jamais visto antes, e conhecido pelo nome de Inquisição, para matar e destruir todos aqueles que não aceitassem as doutrinas contaminadas que, aquela altura da Historia, a Igreja ensinava. Por isso, seu nome era morte.

O historiador católico, Walter Duram, escreve o seguinte: "Com toda a tolerância que se requer de um historiador e que se permite a um cristão, devemos colocar a Inquisição entre as mais escuras manchas no registro da humanidade, pois revela uma ferocidade desconhecida até numa fera."[22]

O propósito deste livro não é descrever as monstruosidades executadas pela Igreja naquela época. O que precisamos entender é que, por trás de tudo, havia alguém que um dia levantou-se no Céu e tentou tirar a soberania divina; tentou desvirtuar a Palavra de Deus e fazer-se, ele próprio, o centro da adoração e da obediência do Universo.

Derrotado no Céu, Lúcifer transladou-se a Terra e conseguiu enganar Adão e Eva. Jesus veio a Terra para resgatar o ser humano, e estabeleceu a Igreja para ser uma comunidade de pessoas que se edificassem juntas, em amor. Jesus deu Sua Palavra para ser o guia supremo dessa Igreja. "Vós sois Meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando"[23], disse antes de partir. O inimigo tentou destruir essa Igreja, utilizando o poder político e militar do Império Romano, mas não conseguiu. Quanto mais cristãos o imperador matava, mais cristãos apareciam. O inimigo, então, tentou desviar a adoração de Deus para o imperador, mas também não conseguiu. A Igreja manteve-se pura na doutrina recebida de Jesus e conservou-se fiel a Palavra divina.

Como o método da violência não deu certo, Lúcifer começou a entrar devagarinho na Igreja. Começou a misturar paganismo com cristianismo. A Palavra de Deus deixou de ser o centro da vida e doutrina da Igreja, e passou a ser substituída par tradições humanas e mandamentos de homens.

A Igreja adquiriu poder político e passou de perseguida, no primeiro século, a perseguidora na Idade Média. O líder da igreja nessa época passou a tomar para si prerrogativas divinas: a perdoar pecados, a condenar e absolver consciências, a exigir adoração e a reclamar infalibilidade.

Você percebe? O inimigo estava conseguindo o que sempre quis: tirar de Deus a adoração e a obediência devidas unicamente a Ele como Criador.

Questão de vida ou morte

Esse é um assunto muito importante e que deve ser considerado em nossos dias. Não se trata simplesmente de religião; trata-se de fidelidade ou apostasia; de vida ou de morte.

Graças a Deus, ao longo da Historia sempre houve um remanescente fiel. Pessoas aparentemente insignificantes que continuaram adorando ao único e verdadeiro Deus e obedecendo fielmente à Sua Palavra. Durante a Idade Media foram os valdenses os albigenses e outros grupos pequenos que se escondiam nas covas e montanhas para poder obedecer a Deus sem sofrer a terrível perseguição do poder que, "em nome de Deus", queria obrigá-los a desobedecer à Palavra divina e adorar seres humanos.

E esse remanescente continua existindo e o Apocalipse o identifica claramente.


Alejandro Bullón - O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse - pág. 38 à 48


Referências

1. Isaías 14:13 e 14
2. Apocalipse 12:7-9
3. Apocalipse 5:1
4. Apocalipse 6:2
5. Isaías 1:18
6. Mateus 4:10
7. Mateus 5:18
8. Apocalipse 1:9
9. Apocalipse 6:9
10. A Vinda do Consolador, pág. 127.
11. Apocalipse 6:4
12. Efésios 2:19-22
13. Durant, Will, The Age of Faith, Simon and Schuster, NY, 1950. pág. 8.
14. Apocalipse 6:5
15. João 18:36
16. Pirenne, J., História Universal,vol. I, cap. 4 - citado por E. G. White, em O Grande Conflito.
17. Apocalipse 6:6
18. Treyer, Alberto, El Enigma de los Sellos y las Trompetas a la Luz de la Visión Del Trono y de la Recompensa Final pág 122, ACES, maio de 1990.
19. Wylie, The History of Protestantism,vol. I, cap. 4 - citado por E. G. White, Op. cit. pág. 64.
20. Apocalipse 6:8
21. Mateus 5:18
22. Treyer, Alberto, Op. cit., pág. 18.
23. João 15:14